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A algaroba (Prosopis juliflora, Fabaceae) foi introduzida no Nordeste do Brasil na década de 40 como uma promissora alternativa econômica, devido a sua plena adaptação ao clima Semiárido e por possuir qualidades para a produção de madeira, lenha, forragem, entre outros. Porém, a falta de manejo adequado e a facilidade de dispersão de suas sementes proporcionada pelos rebanhos de gado, caprinos e ovinos, transformaram o que seria uma solução econômica para as famílias do Semiárido, em um sério problema ambiental.

Os ambientes mais nobres da Caatinga, como as margens dos rios, as manchas de Neossolos Flúvicos e as baixadas sedimentares, onde a água é mais abundante e a diversidade biológica é maior, são os sítios preferenciais da algaroba no Nordeste brasileiro. Nestes locais, ela forma maciços populacionais com altas densidades, impedindo a resiliência dos ecossistemas, o que é particularmente danoso para as espécies nativas raras e endêmicas. Contudo, a algaroba vem se adaptando e ocorrendo também nos sítios mais secos da Caatinga, e devido a isso poderá se transformar em um problema futuro ainda maior.

Estimativas apontam que a algaroba já invadiu um milhão de hectares no Semiárido nordestino. Segundo estudos desenvolvidos com a espécie as diferenças no número de nativas entre áreas com e sem a algaroba chega a ser de 90% e, a redução na abundância de indivíduos nativos nos sítios invadidos por algaroba é superior a 80%. Evidências sugerem que ela absorve 50 vezes mais água que uma árvore nativa.

Apesar dos atributos que poderiam tornar a espécie interessante, suas características ecológicas dificultam a sua exploração de forma rentável, além de causar inúmeros problemas ambientais para as áreas onde a espécie estabelece suas populações. Desta forma, a pergunta título deste texto pode ser facilmente respondida. De fato a algaroba é um sério problema para a região semiárida nordestina.

LEIA O ARTIGO COMPLETO SOBRA ALGAROBA

Juliano Ricardo Fabricante & José Alves de Siqueira Filho
Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD/UNIVASF) – julianofabricante@hotmail.com

Mais informações:

Fabricante, J.R. 2013. Plantas exóticas e exóticas invasoras da Caatinga. Bookess, Vol. 1, 51p. Disponível em: http://books.google.com.br/books?printsec=frontcover&id=MHfbX4AYPmUC#v=thumbnail&q&f=false

 

Fonte: Juliano Ricardo Fabricante.

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