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Escutas telefônicas efetuadas pela Polícia do Rio de Janeiro apontam uma relação entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em um esquema de ingressos de partidas da Copa do Mundo 2014, disputada no Brasil. Segundo as ligações, o procurador-geral Paulo Schmitt recebeu entradas durante o evento e levantou suspeita dos investigadores sobre a sua participação na revenda de bilhetes do Mundial. Segundo informações do canal ESPN, que teve acesso as ligações grampeadas, Schmitt efetuou diversas conversas com uma funcionária da CBF chamada Luciana, que era responsável por distribuir os ingressos entre os agraciados pela entidade. Em outras conversas, o procurador era questionado sobre como fazer o “pagamento” e em outros já dizia ter esgotado bilhetes para determinados confrontos de futebol. “Isso não procede, porque eu cheguei a comprar, inclusive, R$ 17 mil em ingressos na Copa do Mundo, como torcedor normal. Entrei no site, comprei os ingressos por um sistema que a própria CBF facultou a membros de tribunal, membros de federações. Eu adquiri ingressos, eu adquiri, comprei ingressos”, afirmou Schmitt quando questionado pelo canal de esportes. Apesar das suspeitas da Polícia, o chefe da procuradoria não foi relacionado entre os envolvidos na Operação Jules Rimet, que desvendou um esquema de máfia de revenda de ingressos oficiais na Copa do Mundo 2014.

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