AFP PHOTO / FABRICE COFFRINI

(Reuters) – O brasileiro Wendell Lira conquistou nesta segunda-feira o Prêmio Puskas, de gol mais bonito de 2015, durante a cerimônia da Bola de Ouro da Fifa.

Desconhecido do grande público até ser indicado ao prêmio, Wendell Lira conquistou o prêmio graças ao gol marcado quando atuava pelo Goianésia na partida contra o Atlético Goianiense pelo Campeonato Goiano de 2015.

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Wendell recebeu um passe pelo alto na grande área do Atlético e marcou com um acrobático voleio.

“Davi e Golias, quando Golias apareceu, creio eu que todo mundo olhava para ele e falava ‘ele é muito forte, ele é muito grande, não tem como ganhar dele’. Davi quando olhou para Golias disse: ‘Ele é muito grande, não tem como errar.’ E é assim que temos que lidar com nossos problemas diários na nossa vida”, disse o brasileiro ao receber o prêmio, concedido em votação popular pela Internet.

Wendell deixou para trás o argentino Lionel Messi, do Barcelona, e o italiano Alessandro Florenzi, da Roma, que eram os dois outros finalistas do prêmio.

(Por Eduardo Simões)


“Eu sou o verdadeiro jogador brasileiro: ganho pouco e luto muito”, diz Wendell Lira

 

 

Já era quase 13h30, e fazia 35 graus em Goiânia. Wendell Lira chegou ao Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, do Vila Nova (Go), com meia hora de antecedência. Franzino, em um carro popular que “ainda faltam muitas parcelas para pagar”, o atacante, que em nada se assemelha a um tradicional jogador de futebol, passaria despercebido por qualquer pessoa. Na verdade, até poucos dias atrás, quase ninguém o reconhecia nas ruas da cidade. Agora, Lira tenta se acostumar com o assédio dos torcedores, enquanto posa com um sorriso tímido e envergonhado para cada fotografia que registra o novo momento de sua vida.

O Fato Online foi à capital de Goiás para contar a história do jogador desconhecido que concorre, ao lado do craque argentino Lionel Messi e do jogador da Roma Alessandro Florenzi, ao Prêmio Puskás 2015, dado ao autor do gol mais bonito do mundo. A reportagem descobriu, no entanto, que essa história é igual à maioria dos relatos dos boleiros de todo o Brasil. “Eu sou o verdadeiro jogador brasileiro: que ganha pouco e luta muito para ter um emprego”, afirmou o atacante. (Veja a matéria completa)

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