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Vacas produzem mais de 12 mil kg de leite e valem uma BMW

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Tiago Marqueshttps://agenciasertao.com/
Tiago Marques é redator e editor do site Agência Sertão. Trabalha com produção de conteúdo noticioso para rádio e internet desde 2015.
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image (1)Ela veio lá de São Pedro dos Ferros, na Zona da Mata, para ser leiloada por R$ 141 mil na Megaleite, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte. Com o mesmo preço de uma BMW 320i, a vaca Imagem, da raça Gir, é um dos destaques dos leilões da feira que, até amanhã, deve movimentar R$ 18 milhões em negócios. E ela não é a única a custar mais de R$ 100 mil. “A Lavínia, que dá 12 mil kg de leite por ano, foi vendida por R$ 108 mil e a Noele foi comprada por um venezuelano, por R$ 135 mil”, diz o dono da fazenda Brasília, Flávio Peres.

De acordo com o presidente a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Jônadan Ma, o evento vai movimentar o dobro em relação à edição do ano passado, que aconteceu em Uberaba, no Triângulo Mineiro. “Estamos estimando cerca de R$ 8 milhões nos oito leilões e nas vendas diretas aqui na feira, mais cerca de R$ 10 milhões com vendas de máquinas, equipamentos e serviços”, afirma.

Jônadan Ma destaca que, embora os números sejam positivos, o setor não tem passado incólume à crise econômica. “O custo de produção subiu muito e afetou bastante. Mas, como o agronegócio trata de alimento, a crise é menor, pois as pessoas podem reduzir os gastos, não deixam de comer”, avalia.

Em relação aos demais setores, a agropecuária mineira é a única que cresceu no primeiro trimestre, de acordo com os dados do Produto interno Bruto (PIB), medidos pela Fundação João Pinheiro (FJP). Enquanto a indústria mineira caiu 13,1% e o comércio encolheu 8,8%, o agronegócio registrou crescimento de 13,1% em relação ao último trimestre do ano passado.

Hoje, Minas Gerais tem 23,7 milhões de cabeças de gado. Com 11,2% do rebanho nacional, fica em segundo lugar, atrás apenas do Mato Grosso. O analista da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Walisson Fonseca, ressalta que os custos de produção subiram 26,4% nos últimos 12 meses. “A saca de milho, que custava R$ 22,29 em junho do ano passado, agora custa R$ 48,59. Esse aumento intimida o produtor a investir, mas esperamos que os preços devam cair no segundo semestre”, avalia.

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Hoje, haverá um leilão Divas Girolando, com 27 vacas. “Cada novilha não sai por menos de R$ 20 mil e as vacas custarão no mínimo R$ 30 mil”, estima o assessor de leilão Paulo Cerântolo.

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