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Uma reportagem do jornalista André Shalders da BBC Brasil em São Paulo apurou o desperdício do Sistema Único de Saúde no programa do Ministério da Saúde chamado Componente Especializado da Assistência Farmacêutica. O SUS gasta cerca de R$ 7,1 bilhões por ano para comprar remédios de alto custo com este programa.

Um relatório inédito da Controladoria-Geral da União, concluído em abril, mostra que 11 Estados e o Distrito Federal jogaram remédios fora em 2014 e 2015. As causas do desperdício, que chega a R$ 16 milhões, foram validade vencida e armazenagem incorreta.

Um deles, o Remicade, custa até R$ 5,1 mil por ampola. Mas, segundo denúncia, pelo menos uma parte desse valor tem ido direto para o lixo. Os Estados em que houve descarte foram Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Santa Catarina.

Bahia

Uma das situações mais graves identificadas pelos auditores da CGU aconteceu na Bahia: entre 2013 e 2014, cerca de 200 mil comprimidos de Olanzapina (usado no tratamento da esquizofrenia) tiveram de ser jogados fora.

Por um erro de planejamento, os remédios foram comprados e acabaram vencendo antes que os pacientes do Estado pudessem tomá-lo. No total, foram R$ 3,5 milhões descartados em comprimidos vencidos.

No caso da Bahia, um simples controle do estoque teria evitado o problema. Como a demanda por determinados remédios varia, as farmácias do CEAF têm o direito de devolver medicamentos armazenados por elas até 15 dias antes da data de vencimento dos lotes. Feito o pedido, o material é trocado sem qualquer custo para o contribuinte.

No entanto, a Secretaria de Saúde da Bahia permitiu que os remédios estragassem em seus galpões. Segundo  a CGU, quando foram questionado  sobre o problema, a pasta não respondeu.

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