30.3 C
Guanambi
24.5 C
Vitória da Conquista

Fiscais flagram costureiros em trabalho escravo em produção da Animale

Os funcionários trabalhavam mais de 12 horas por dia, no mesmo local onde dormiam, e ainda tinham que dividir o espaço com baratas e instalações elétricos que ofereciam risco de incêndio

9,081FãsCurtir
15,413SeguidoresSeguir
261SeguidoresSeguir
823InscritosInscrever

Últimas Notícias

Mais Lidas

Advertisement

Fiscais encontraram trabalhadores em situação de trabalho análogo ao escravo nas oficinas das marcas de Animale e A.Brand, que fazem parte do grupo Soma. A equipe de fiscalização é composta por membro da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo, com o auxílio de auditores da Receita Federal.

Os costureiros ganhavam, em média, R$ 5 para costurar roupas vendidas por até R$698. Os casos foram divulgados pela Repórter Brasil, que acompanha casos de trabalho escravo no país. De acordo com o grupo, os funcionários trabalhavam mais de 12 horas por dia, no mesmo local onde dormiam, e ainda tinham que dividir o espaço com baratas e instalações elétricos que ofereciam risco de incêndio.

A fiscalização foi realizada em setembro. Os auditores constataram trabalho análogo ao escravo por causa das jornadas excessivas e as condições degradantes, o que caracteriza o crime, de acordo com o Código Penal. Segundo a Repórter Brasil, os trabalhadores não ganhavam salário mensal e somente por peça costurada.

De acordo a Repórter Brasil, as oficinas eram pequenas e improvisadas, com mesas e bancos escolares, em algumas delas não havia janelas. Lá também tinham botijões de gás, com que aumentava o risco de incêndio, por causa dos tecido que se acumulavam no local.  Todos os dez trabalhadores, cinco homens e cinco mulheres, eram bolivianos que chegaram ao Brasil nos últimos cinco anos. Por viverem em situação de extrema vulnerabilidade, também foi constatado o tráfico de pessoas.

Por meio de nota, o grupo Soma negou que tivesse conhecimento das situações em que se encontravam os trabalhadores e das jornadas de trabalho a que eles eram submetidos. “Embora não seja diretamente responsável pelas condições de trabalho de oficinas contratadas para a execução de algumas etapas do processo produtivo, segue o rigoroso cumprimento das determinações previstas em lei e faz, em parceria com seus clientes, vistorias frequentes nestas empresas, realizando procedimentos preventivos de modo a assegurar a absoluta observância das melhores práticas nas operações”, diz um trecho da nota.

- Advertisement -

Brasil Fiscais flagram costureiros em trabalho escravo em produção da Animale

Deixe uma resposta

Relacionadas