Cinquenta famílias terão que deixar as casas que ocuparam irregularmente no Residencial Luciana, na cidade de Carinhanha. A decisão é do Juiz Designado da Comarca do município, Edsamir da Silva Mascarenhas, que expediu um mandado de reintegração de posse.

O residencial do programa “Minha Casa Minha Vida” foi ocupado pelas famílias em 2016. A obra encontrava-se paralisada na ocasião. Segundo o Portal Folha do Vale, à época, os moradores alegaram demora na entrega. Segundo a decisão judicial, a ocupação irregular estaria atrapalhando o andamento das obras do residencial que tem como finalidade atender à população de baixa renda.

O Residencial Luciana é de responsabilidade do Banco Família Paulista, segundo o seu representante. Durval Strauss, o local visitado no mesmo ano onde foi atestada a invasão. Ele afirmou que era de responsabilidade da prefeitura requerer a reintegração de posse, uma vez que o terreno pertence ao município. O então prefeito Paulo Elísio Cotrim (Paulo da Yonara), se defendeu dizendo que as obras não foram entregues pelo banco dentro do cronograma.

Durval afirmou ao Folha do Vale que com a desocupação, as obras serão concluídas e entregues. “Assim podemos concluir e entregar às casas aos verdadeiros beneficiários”, disse Durval.

Strauss informou que o banco não recebe casas, apenas faz repasses dos recursos com autorização da prefeitura e dos beneficiários. Questionado se o dinheiro já teria sido liberado por completo pelo banco, Durval disse que não. “Repassamos o dinheiro proporcional aos serviços entregues” finalizou.

Em entrevista à Rádio Pontal FM, nesta quarta-feira (13), uma representante do grupo disse que a ordem judicial será cumprida. “A saída dos moradores será pacífica e as cerca de 50 famílias buscarão outros locais para ficar”, disse.

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