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Colheitadeiras à postos para percorrer mais de 333 mil hectares, e algodoeiras preparadas para começar a processar mais de 1,4 milhão de toneladas de algodão. É com esta estrutura que os agricultores da Bahia devem colher a segunda maior safra de algodão da história da região oeste do estado.

Os capulhos, como são chamadas as cápsulas que envolvem a flor do algodão, devem atingir o ponto ideal de colheita em menos de vinte dias.

Este ano a produtividade média deve alcançar 300 arrobas por hectare, e o volume produzido deve ser até 15% maior do que o obtido no ano passado. Segundo a Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa), este é um excelente resultado para o setor que chegou a enfrentar um período de estiagem inesperada no meio da safra.

“As condições climáticas não foram muito favoráveis, mas, mesmo assim, o uso da tecnologia aplicada nas lavouras pelos produtores nos dará com certeza uma excelente produtividade”, afirma Júlio Busato, presidente da Abapa.

A única preocupação dos agricultores agora é com os preços do mercado internacional. A produção é comercializada com base na cotação da Bolsa de Chicago, que está em forte tendência de baixa.

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“Estamos enfrentando um ciclo de problemas, devido à queda nos preços do algodão, principalmente em função da guerra comercial entre China e Estados Unidos.Tem ainda o problema de logística que nós enfrentamos no Brasil, ou seja, de embarque, de porto, e do tabelamento do frete”, pontua Busato.

Segundo o Correio, a Bahia é responsável por 25% da produção nacional de algodão. A maior parte da produção, cerca de 60%, é destinada para as indústrias têxteis brasileiras. A outra parte, aproximadamente 40%, vai para países asiáticos, principalmente Indonésia, Bangladesh, Vietnã e China.

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