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As denúncias de homicídios contra LGBTIs mais que dobraram na Bahia, de acordo com dados dos Atlas da Violência, lançado nesta quarta-feira (5) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O estudo considera denúncias feitas ao Disque 100, canal que recebe, analisa e encaminha denúncias de violações de direitos humanos relacionados a vários grupos, como crianças, idosos, LGBTI+.

Segundo o Atlas, o volume de denúncias de assassinatos contra LGBTIs saltou de sete em 2016 para 18 no ano seguinte – aumento de 157,1%. Também cresceram as denúncias de lesão corporal, que saíram de 18 para 22 no mesmo período. Por outro lado, o número total de denúncias feitas por LGBTIs caíram 20% entre estes dois anos. A quantidade saiu de 91 para 72.

De acordo com o Correio, no Brasil, o número total de denúncias foi de 1.720 em 2017 – redução de  8% em relação a 2016, que contabilizou 1.876. O estado com mais casos registrados no Disque 100 foi São Paulo (260), seguido pelo Rio de Janeiro (181) e Minas Gerais (117). Em relação às denúncias de homicídios, São Paulo também está à frente, com 21 casos, seguido pelo Ceará (20) e Minas Gerais (19). A Bahia aparece em seguida.

Segundo os pesquisadores do Atlas, a violência contra LGBTs tem se agravado nos últimos anos. Eles ressaltam que há uma invisibilidade desse problema sob o ponto de vista da produção oficial de dados e estatísticas. “Por exemplo, não sabemos sequer qual é o tamanho da população LGBTI+”, dizem os pesquisadores.

O estudo cita como o exemplo de exceção desta lacuna estatística o Grupo Gay da Bahia (GGB), que, há 33 anos, vem fazendo um levantamento do número de pessoas assassinadas por questões homofóbicas, com base em notícias publicadas na imprensa, na internet e informações pessoais compartilhadas com o grupo.

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