Reprodução / TV Globo

O grupo de dança Quilombo dos Anjos será atração do programa ‘Como Será?’ da Rede Globo de televisão deste sábado (14). As gravações aconteceram em julho, na comunidade Lagoa dos Anjos, distrito de Candiba (BA), e no início deste mês, nos estúdios da Globo no Rio de Janeiro.

A reportagem gravada em Candiba faz parte da série “Engajadxs”, que mostra o trabalho de jovens que se dedicam em melhorar a realidade de suas comunidades. O ‘Como Será?’ é um programa jornalístico semanal, exibido nas manhãs de sábado, para todo o Brasil, das 7h15 às 9h na Globo.

Carlúcia e sua mãe Yô sendo entrevistadas por Sandra Annenberg no estúdio do “Como Será?” no Rio de Janeiro

Uma dessas jovens é Carlúcia Alves, coreógrafa responsável pelo projeto do grupo de dança na comunidade em Candiba. “Semana que vem a gente vai conhecer a Carlúcia, que é super engajada na valorização da cultura quilombola no interior da Bahia”, disse a apresentadora Sandra Annenberg na edição do último sábado (7).

O projeto o grupo de dança chamou a atenção da reportagem do programa “Como Será?” após ser finalista do Prêmio Criativos da Escola em 2018 e mais uma vez em 2019. A iniciativa premia projetos desenvolvidos por crianças e jovens que impactam positivamente nas suas escolas ou nas comunidades e nos municípios onde moram.

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Segundo Carlúcia, a iniciativa de criar o grupo de dança Quilombo dos Anjos surgiu em 2017, após uma reunião feita entre moradores e uma equipe do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Candiba, para dialogar sobre formas de transformar o dia a dia dos jovens da região.

Na ocasião, a coreografa, à época estudante do Ensino Médio do Colégio Estadual Antônio Batista, foi incentivada a reunir outros adolescentes da comunidade para realizarem uma apresentação de dança no Dia das Mães. Hoje, Carlúcia cursa enfermagem na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Guanambi.

Arquivo Pessoal

A comunidade Lagoa dos Anjos é um território de resistência e de preservação da cultura afro-brasileira, reconhecido pela Fundação Cultural Palmares como uma comunidade remanescente quilombola, desde 2011.

As apresentações do grupo valorizam o conhecimento da cultura africana, por meio de coreografias tradicionais, embaladas por músicas populares, com raízes nos ritmos afro-brasileiros como forró, axé e funk.

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