19.3 C
Guanambi
12.4 C
Vitória da Conquista

Epamig, IF Baiano e Embrapa vão lançar informe sobre cultivo de umbu

- Advertisement -

Últimas Notícias

Tiago Marqueshttps://agenciasertao.com/
Tiago Marques é redator e editor do site Agência Sertão. Trabalha com produção de conteúdo noticioso para rádio e internet desde 2015.
- Advertisement -




Na próxima terça-feira (10), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas (Epamig), em parceira o Instituto Federal Baiano – Campus Guanambi e com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Semiárido), lança o 307º edição do Informe Agropecuário.

Esta edição terá como tema o “Umbuzeiro – a Frutífera do Semiárido”. A publicação trará o resultado de pesquisas e experimentações sobre o cultivo da planta, muito importante na economia rural em todo o semiárido brasileiro.

Estas pesquisas foram desenvolvidas por pesquisadores e professoras da Epamig, IF Baiano e Embrapa e por profissionais de outras entidades parceiras. As informações contidas na publicação incluem a importância socioeconômica do umbuzeiro para o Semiárido brasileiro, a produção de mudas, a ecofisiologia da planta, o manejo de podas e adubação, as cultivares promissoras, pragas e doenças, pós-colheita, comercialização e beneficiamento do fruto.

A cerimônia de lançamento será realizada no auditório da Epamig Norte, no município de Nova Porteirinha (MG), a partir das 8h.




Após o lançamento oficial do informe, o professor Sérgio Donato (IF Baiano) irá proferir uma palestra com o tema “Umbu: tecnologia de produção e sua importância para o semiárido”. Em seguida, o pesquisador Nível Poubel Gonçalves (Epamig) conduzirá uma atividade de campo sobre jardim clonal e tecnologia de produção de mudas de Umbu.

As inscrições para o evento são gratuitas e poderão ser realizadas no local. Mais informações podem ser consultadas pelo telefone – (38) 3834-1760 ou pelo e-mail: [email protected]

Os interessados poderão adquirir a edição do Informe Agropecuário sobre cultivo do Umbu no local. A publicação também será disponibilizada para venda no site da Epamig logo após o lançamento.

Pesquisas

As instituições envolvidas na elaboração do Informe Agropecuário possuem papeis fundamentais na preservação de umbuzeiros e umbucajazeiras. Sob liderança da Embrapa Mandioca e Fruticultura foi estabelecido banco de germoplasma com mais de 30 clones de plantas, oriundos da Bahia, Minas Gerais e Pernambuco.




Em Guanambi são mais de 200 plantas em um trabalho coordenado pelo prof. Sérgio Donato. Juntamente com outros professores da instituição, são desenvolvidas pesquisas visando testar as melhores práticas de cultivo e selecionar as melhores variedades para cada finalidade específica (consumo de mesa, produção de polpa ou ornamentação), além de garantir a preservação das plantas, muitas em risco eminente de extinção.

A coleção do IF Baiano foi iniciada em 2007, quando foram doadas 140 mudas ao Campus pela Embrapa e Epamig. Atualmente, a coleção da instituição possui cerca de 200 plantas.

Nestes 12 anos de produção, foram desenvolvidas diversas pequisas, com participação de estudantes dos cursos de Agricultura (técnico), Engenharia Agronômica e do Mestrado Profissional em Produção Vegetal no Semiárido. Foram essas pesquisas que embasaram boa parte do conteúdo que estará disponível no Informe Agropecuário que será lançado na próxima terça-feira pela Epamig.

O IF Baiano – Campus Guanambi participou de outros dois Informes da Epamig, o primeiro sobre cultivo da bananeira e o segundo sobre palma forrageira.

Produção x Extração




O avanço da atividade pecuária e da agricultura sobre a região de Guanambi diminuiu significativamente a população de umbuzeiros nativos.

Segundo os dados da Pesquisa de Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura 2018 (PEVS 2018), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção extrativista do umbu nos 18 municípios que compõem a microrregião de Guanambi era de 742 toneladas em 1990, caindo para apenas 36 toneladas em 2018.

Com a queda na oferta de forma extrativista, a produção pode garantir a oferta do fruto, considerado um símbolo de resistência do semiárido brasileiro.




- Advertisement -
- Advertisement -

Relacionadas

Deixe uma resposta

- Advertisement -

Mais Lidas

- Advertisement -