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Alimentação saudável e exercícios físicos podem ser bons aliados para garantir uma boa imunidade, entretanto, uma pesquisadora baiana chama atenção para uma potencial aliada que não costuma ganhar os holofotes quando o assunto é aumentar a imunidade: as bactérias. É desta forma que a estudante de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Simone da Silva, busca direcionar o projeto que desenvolve em laboratório para o contexto atual de pandemia, visto que pesquisas científicas já comprovaram que bebidas fermentadas ajudam a inibir bactérias, fungos e vírus no organismo.

Estudante de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Simone três bebidas fermentadas utilizando colônias microbianas, que deu origem as bebidas Kombucha, Kefir e Aluá. Ela explica que esses produtos podem ser fabricados em casa, através do processo de fermentação caseiro. “Na  Kombucha e Kefir são utilizadas colônias próprias de cada bebida originadas de fermentações anteriores. Já no Aluá de abacaxi, as bactérias já estão presentes naturalmente nas cascas da fruta”, disse Simone. Todas as bebidas foram fermentadas em temperatura ambiente nos recipientes de vidros cobertos com um pano limpo, até que fosse detectado o nível de acidez que comprova a presença das bactérias láticas.

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A orientadora Elinalva reitera que as bactérias láticas, que estão presentes em todas as bebidas fermentadas do projeto, são microrganismos citados em vários estudos científicos como promotores da saúde, por serem produtores de substâncias inibitórias contra microrganismos (bactérias, fungos e vírus) e estimuladores do sistema imunológico. “Os resultados deste trabalho indicam que as bebidas fermentadas Kombucha, Kefir e Aluá apresentaram, em experimentos laboratoriais, efeito eficiente na inibição das bactérias Staphylococcus aureus, Salmonella sp. e  Escherichia coli, desta forma, supõe-se que tais bebidas representam uma grande aliada na prevenção de doenças causadoras de infecção intestinal, dentre outras”, destacou.

A inspiração para trabalhar com bebidas fermentadas veio da relação que Elinalva tinha com os produtos desde a infância. “Minha mãe, com a sabedoria inata dela, preparava o Aluá com a casca de abacaxi e nos dava para beber, dizendo que era bom para a nossa saúde. Então, seguindo a minha linha de pesquisa com probiótico e estudando a fermentação espontânea de muitos substratos vegetais, resolvi me aperfeiçoar cientificamente neste tipo de bebida, por ser um produto fácil de fazer em casa, de baixo custo e bom paladar. Além de tudo, também é um ótimo aliado, na atualidade, para a saúde das pessoas, principalmente por melhorar o sistema imunológico”, declarou.

Segundo o Correio, o projeto foi o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da estudante Simone, que comenta sobre a importância da pesquisa: “As informações deste trabalho vão estimular o interesse nos produtos fermentados em Universidades e Centros de Pesquisa, principalmente em virologia, devido ao cenário atual da pandemia que estamos passando, uma vez que, o que sabemos até agora, é que o sistema imunológico é um dos principais aliados para combater esta doença”, concluiu.

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