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A Secretaria Municipal de Saúde de Guanambi divulgou, nesta segunda-feira (8), o resultado da segunda etapa da pesquisa “Evolução da Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil”.

Essa fase consistiu na realização de 250 testes rápidos, por agentes do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), para detecção do novo coronavírus (Covid-19) no município, do dia 4 a 6 de junho. De acordo com a pasta, todos os testes tiveram resultado negativo. As residências foram sorteadas aleatoriamente em cada bairro, seguindo os critérios de amostragem exigidos.

A pesquisa é financiada pelo Ministério da Saúde e coordenada pelo Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

De acordo com a pasta, os entrevistadores do Ibope foram acompanhados por profissionais da secretaria de saúde e realizaram aplicação do teste rápido e questionário a um morador do domicilio.

Ainda conforme a secretaria, os requisitos éticos e de segurança foram seguidos, incluindo o uso de EPIs, a inclusão apenas de entrevistadores e profissionais de saúde com teste negativo para coronavírus, sendo os entrevistadores testados a cada 48h e os profissionais de saúde testados antes de ir a campo e sete dias após a finalização da pesquisa.

A etapa anterior ocorreu de 14 a 16 de maio no município e também realizou 250 testes rápidos. À Agência Sertão o secretário de saúde, Manoel Paulo, confirmou à época que recebeu o relatório da pesquisa e que todos os testes aplicados deram negativo. Foram testadas pessoas residentes em diversos bairros, seguindo os critérios de amostragem exigidos pela pesquisa.

A perspectiva do Ibope é realizar ao final de três rodadas, cerca de 100.000 testes, em 133 cidades de todos os estados do país e em pouco mais de 33.000 moradores por etapa. A previsão para realização da terceira etapa é de 15 dias após o término da etapa anterior.

Com os testes rápidos, será possível saber o percentual de pessoas que têm anticorpos contra o novo coronavírus, ou seja, que já entraram em contato com a doença. Os testes rápidos, porém, têm uma limitação: só detectam a doença se a pessoa estiver infectada há, pelo menos, 7 dias. Ou seja, muitas pessoas que fizerem o teste podem ter resultado negativo, mas estar infectadas e continuar sem saber disso.

Cada rodada de teste apresentará o retrato de um momento. O plano do Ministério da Saúde é que a comparação dos resultados das diferentes rodadas mostre a velocidade com que o vírus está se espalhando pelo país. Esse tipo de informação poderá ser útil, por exemplo, para balizar uma decisão sobre medidas de relaxamento do distanciamento social em uma determinada região.

A iniciativa é similar a uma pesquisa aplicada pela UFPel no Rio Grande do Sul. No dia 15 de abril, a instituição divulgou os resultados dos testes aplicados em 4.189 pessoas em nove cidades gaúchas.

Dois deles testaram positivo para anticorpos do coronavírus, o que representou 0,05% da amostra. Extrapolando esse índice para o conjunto da população, os pesquisadores deduziram que havia 5.650 pessoas infectadas no estado, 7,5 vezes mais do que o número oficialmente confirmado naquele momento.

De acordo com o resultado da pesquisa da primeira etapa, divulgado no dia 25 de maio pela UFPel, a comparação dos números estimados pela pesquisa e os números oficiais aponta para uma grande subestimativa do número de infectados pelo coronavírus. No dia 13 de maio, véspera do início da pesquisa, as 90 cidade pesquisadas contabilizavam 104.782 casos confirmados e 7.640 mortes. Assim, os dados da pesquisa estimam que, para cada caso confirmado de coronavírus nessas cidades, existem 7 casos reais na população.

Confira o resultado completo da primeira etapa da pesquisa

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