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O ex-ministro Geddel Vieira Lima testou positivo para o novo coronavírus. O resultado é de um teste rápido realizado nas dependências do Complexo da Mata Escura, onde o ex-ministro está sob custódia.

A informação foi divulgada pelo Bahia Notícias nesta quarta-feira (8). A reportagem confirmou com a família do parlamentar, que está sem acesso ao emedebista, por causa da pandemia, que suspendeu visitas a presos.

Os familiares, inclusive, só souberam sobre a contaminação depois que começaram a circular boatos sobre o teste. Eles tiveram que enviar um advogado ao presídio para conseguir confirmar a informação. Geddel tenta, no Supremo Tribunal Federal (STF), obter progressão para regime domiciliar.

Irmão de Geddel, Lúcio Vieira Lima disse à TV Bahia que o irmão está bem. A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap) informou que o ex-ministro apresentou sintomas leves, positivou no teste rápido e fez uma contraprova. O resultado do segundo exame deve sair em até 72 horas.

Segundo a Seap, Geddel em uma cela do Centro de Observação Penal (Cop), isolado dos demais presos, e sendo acompanhando por uma equipe médica.

No dia 26 de junho, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, em julgamento realizado por sessão virtual, o pedido da defesa de Geddel Vieira Lima para a progressão de pena para a prisão domiciliar.

A defesa do ex-ministro usou como justificativa para o pedido a pandemia de coronavírus. Relator do processo, Fachin solicitou, em maio, informações sobre as atuais condições e as medidas de controle da Covid-19 adotados no Complexo Penitenciário da Mata Escura, local em que Geddel está.

A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia respondeu a solicitação de Fachin no início deste mês. O documento apresentado ao ministro do STF informa que Geddel está em cela individual, em bloco com capacidade para abrigar 16 internos, mas que atualmente possui nove.

Na época, a Seap afirmou também que apenas um interno do Complexo da Mata Escura havia sido diagnosticado com coronavírus, enquanto seis policiais penais, dois vigilantes e cinco funcionários do corpo administrativo estavam com a doença, porém, todos estavam afastados.

No julgamento do pedido feito pela defesa de Geddel no mês passado, a evolução para prisão domiciliar imediata foi negada e condicionada ao pagamento de multa de aproximadamente R$ 1,6 milhão, além da reparação a título de danos morais coletivos no montante de R$ 52 milhões.

Geddel Vieira Lima foi preso em setembro 2017, após a Polícia Federal encontrar malas contendo R$ 51 milhões em um apartamento atribuído a ele, em Salvador. Ele estava no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, até dezembro do ano passado, quando foi transferido para a capital baiana.

Geddel atuou como ministro nos governos dos ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Michel Temer. Em outubro de 2019, ele foi condenado a 14 anos e 10 meses pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

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