Internato Médico
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Estudantes universitários de cursos da área de saúde vieram a público, por meio das redes sociais, manifestar repúdio e insatisfação em decorrência das ações tomadas pela Prefeitura de Guanambi a respeito do retorno das atividades de estágio no município.

Os estudantes de fisioterapia, biomedicina, farmácia e enfermagem pedem que a prefeitura permita a retomada dos estágios para que possam cumprir a carga horária exigida para a colação de grau. Eles solicitam um parecer oficial das autoridades do município.

As formaturas das respectivas turmas estavam previstas para ocorrer em 2020.1, mas devido a pandemia do coronavírus, e o isolamento social, não foi possível concluir os estágios obrigatórios.

A prefeitura de Guanambi prorrogou até o próximo dia 14, a suspensão das atividades escolares, bem como os cursos de capacitação na rede pública e privada, nos ensinos fundamental, médio e universitário que forem presenciais.

Diante disso, os estudantes do curso de Medicina também emitiram uma nota pontuando que são desproporcionais as ações que proíbem o retorno as atividades práticas no serviço essencial de saúde ao passo em que, através de Decreto Oficial, favorece o retorno de serviços não essenciais, como bares, templos religiosos e academias. “Esses setores muitas vezes, descumprem as medidas de segurança estabelecidas, como distanciamento social, a evitação de aglomerações e uso de máscaras”, enfatiza a nota.

Para os estudantes, é contraproducente que as atividades de estágio, realizadas por alunos capacitados e bem treinados, seja considerada no mesmo grupo que as demais atividades acadêmicas, como aulas presenciais, as quais devem mesmo permanecer suspensas até que o cenário epidemiológico permita. “Os estágios, entretanto, acontecem em ambientes controlados, com baixo número de estudantes por espaço, e sempre respeitando todas as medidas de segurança preconizadas nos protocolos pertinentes para controle da disseminação do novo coronavírus”, pontua.

Ainda conforme a nota, os estudantes do curso desempenham um papel importante na manutenção da saúde e no fluxo de atendimentos médicos na cidade, através das atividades em ambulatórios, PSFs, policlínica e hospital, “contribuindo, assim, para o desenvolvimento da saúde local e regional, no tratamento de diversas condições agudas e crônicas, que apesar da pandemia do Covid, não deixaram de existir”.

Por fim, os estudantes solicitam da Prefeitura de Guanambi, a liberação do retorno imediato das atividades de estágio para que eles possam cumprir o papel perante a sociedade, prestando serviços necessários e essenciais. Pontuando ainda que estão dispostos a cumprir quaisquer medidas necessárias para facilitar este retorno da melhor forma possível, sendo colaboradores também no combate à pandemia da Covid-19.

De acordo com o secretário de saúde quem está proibindo o retorno as atividades de estágio são os decretos e as medidas são motivadas pelo cenário epidemiológico. Segundo ele, a Secretaria de Saúde já reuniu com os estudantes mostrando tudo e no momento ainda não está sendo possível liberar.

O Secretario pontuou ainda que o comitê recomenda o retorno das práticas da área de saúde, porém dentro de um cenário estável ou em queda da média móvel. Ele informou que toda sexta-feira, é feita uma avaliação e caso o cenário epidemiológico melhore será recomendada as medidas de flexibilização.

Até o momento Guanambi registrou 358 casos de coronavírus, sendo que 292 pacientes são considerados recuperados. O número de casos ativos caiu de 75 para 65. Um paciente morreu e quatro pacientes estão hospitalizados.

Confira a íntegra da nota:

Prefeitura libera retorno de aulas presenciais do curso de medicina da Fip-Guanambi, mas justiça suspende

No dia 17 de julho, o comitê de enfrentamento à pandemia do coronavírus da Prefeitura de  Guanambi emitiu parecer favorável para o retorno gradual das aulas presenciais do curso de medicina, no campus da Faculdades Integradas Padrão (FIP-Guanambi). No entanto, a Justiça determinou, a pedido do Ministério Público Estadual (MP-BA), a suspensão das aulas presenciais, três dias após o anuncio do retorno.

À época, a promotora de Justiça Tatyane Miranda Caires, pontuou que a documentação trazida aos autos, evidenciava que a situação era completamente inadequada para o bem estar dos alunos em terem que retornar as atividades presenciais, mesmo com a adoção das medidas de prevenção, quando todas orientações, emitidas pelos decretos estaduais e municipais, estavam no sentido contrário.

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