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Primeiro decreto com medidas restritivas em Guanambi completa um ano

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Tiago Marqueshttps://agenciasertao.com/
Tiago Marques é redator e editor do site Agência Sertão. Trabalha com produção de conteúdo noticioso para rádio e internet desde 2015.

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Em 18 de março de 2020, exatamente há um ano, começou a vigorar o primeiro decreto com medidas restritivas para o funcionamento das atividades em Guanambi. No dia anterior, o Brasil confirmava o primeiro óbito de vítima da Covid-19.

As primeiras normas determinavam a suspensão de aulas e limitava a realização de eventos com público máximo de 50 pessoas. Também determinava medidas de distanciamento social em bares e restaurantes.

Dois dias depois do primeiro decreto, outro foi editado endurecendo as medidas. Em 20 de março, o funcionamento das academias de atividades físicas foi suspenso por 30 dias e o limite permitido de aglomerações passava para 20 pessoas.

O Governo Estadual também tomou medidas restritivas específicas para Guanambi. Para tentar frear o trânsito do vírus pela Bahia, o transporte intermunicipal foi suspenso em alguns municípios considerados polos regionais. No mesmo dia, a prefeitura editou seu terceiro decreto, desta vez, suspendeu pela primeira vez o funcionamento do comércio considerado não essencial, além de determinar o fechamento de hotéis, motéis, pousadas e áreas de lazer.

A primeira flexibilização ocorreu uma semana depois, quando foi autorizado o funcionamento de lojas apenas por meio de serviço de entrega. Em 7 de abril, as lojas puderam voltar a abrir suas portas e atender seus clientes. Bares e lanchonetes continuaram fechados, assim como academias, igrejas, clubes sociais entre outras atividades.

Em 5 de maio, a Prefeitura voltou a flexibilizar. Permitiu a retomada das celebrações religiosas, do serviço de moto-taxi, dos bares, restaurantes e das academias de atividades físicas. Menos de duas semanas depois, com o surgimento dos primeiros casos, em 14 de maio. Tudo fechou novamente e as flexibilizações foram ocorrendo nas semanas seguintes. As academias e bares ficaram fechados por mais tempo durante todos os períodos de restrições.

No final de julho, com o aumento no número de casos, novas medidas foram tomadas, retrocedendo todas as flexibilizações impostas. Poucos dias depois, as lojas e algumas atividades foram reabertas, as demais atividades, mais uma vez foram reabrindo de forma gradual.

Até fevereiro deste ano as medidas permaneceram inalteradas. O município atravessou boa parte do segundo semestre de 2020 e início de 2021 com flexibilização das normas. Somente em 9 de fevereiro, com o agravamento da pandemia, novas medidas começaram a ser tomadas, culminando no lockdown parcial iniciado em 1º de abril e finalizado na última segunda-feira (15).

Atualmente ainda vigora o toque de recolher noturno, das 20h às 5h, além de outras medidas restritivas (veja o que pode e o que não pode com o decreto em vigor).

Resistência

Em todos os períodos em que foram tomadas medidas mais duras, houve protesto por parte dos empreendedores que tiveram suas atividades atingidas. No último sábado, uma carreata foi realizada pelas ruas da cidade pedindo a reabertura do comércio. A prefeitura acabou cedendo às reivindicações e revogou o decreto que prorrogava a medida por mais dois dias.

Nesta quarta-feira (18), uma nota foi publicada pela Associação Guanambiense de Bares e Restaurantes (AGBR), entidade representativa em formação para defender as demandas do setor, pedindo diálogo ao município para retirar as restrições do setor.

Eles entendem que o setor está sendo responsabilizado por gerar aglomeração e consequentemente a disseminação do Covid-19, de forma evidentemente equivocada, sem respaldo científica que justifique as medidas. A entidade afirma ainda que mais de 100 postos de emprego foram fechados no município desde o início da pandemia. (veja nota ao final)

Retardo nos casos

Guanambi foi um dos últimos municípios brasileiros como mais de 50 mil habitantes a registrar casos da Covid-19. Além dos decretos, o município adotou as barreiras sanitárias no início da pandemia. O município também foi o último deste grupo a registrar óbitos causados pela doença.

Por muitos meses, a cidade teve a menor taxa de mortalidade, considerando municípios de todo o país. No entanto, com o agravamento da pandemia, a taxa subiu, mas permanece entre as 50 menores entre os 677 municípios brasileiros com mais de 50 mil habitantes.

Os municípios de Macaúbas e Caetité, ambos na mesma região, ocupavam até o fim da última semana as primeiras posições nacionais em controle da taxa de mortalidade.

Nota da AGBR

A AGBR (ASSOCIAÇÃO GUANAMBIENSE DE BARES E RESTAURANTES) vem respeitosamente expor sua irresignação com as reiteradas medidas tomadas pelo Município de Guanambi em detrimento dos comerciantes de Restaurantes, Lanchonetes e Congêneres, a quem os gestores atribuem a responsabilidade da aglomeração e consequentemente a disseminação do COVID-19, de forma evidentemente equivocada, porquanto sem nenhum estudo científico a respaldar ou endossar tais medidas restritivas em relação a esse setor da economia Municipal.

Temos consciência da notória gravidade da situação Epidemiológica e não estamos indiferentes à esta delicada e melindrosa situação, contudo, acreditamos que a implementação de protocolos de biossegurança corresponde à alternativa menos gravosa e menos prejudicial em face do puro e simples fechamento (lockdown), protocolo este que inclusive vinha sendo seguido à risca por todos os nossos Associados, sobretudo com o uso da máscara, disponibilização e utilização do álcool em gel e do rigoroso controle de distanciamento social.

Faz-se necessário esclarecer que a modalidade do delivery equivale a apenas 20% do faturamento de qualquer comércio e que não se sustenta a longo prazo, no entanto, existem medidas alternativas além daquelas citadas acima, como o controle de temperatura dos clientes e aplicação de multa para os estabelecimentos ou clientes que descumprirem as normas de biossegurança implementadas ou impostas.

A AGBR não suporta mais ver empresas quebrarem ou virem à falência na cidade por não conseguirem honrar seus compromissos de aluguel, conta de água, energia, folhas salariais, inclusive tributos de toda ordem.

Como tem acontecido desde o início da pandemia COVID-19, já se ultrapassou a numeração centenária de pessoas que infeliz e lamentavelmente perderam seus empregos a par do que a essa situação aflitiva se vê acrescida à angustia da ação do Vírus com o próprio desemprego em sua vertente mais cruel e perversa, diante do que nossa Associação reforça coerentemente a importância do diálogo franco, aberto e amplo para implementação de outras providencias às medidas já propostas, evitando-se o radicalismo proveniente da ação extrema do lockdown, que fatalmente levará ao caos econômico a todos nossos Associados.

Associação Guanambiense de Bares e Restaurantes – AGBR.

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