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Guanambiense participará do concurso Mister Brasil Trans

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O Guanambiense Emerson Ian, de 27 anos, irá representar a cidade de Guanambi no Mister Brasil Trans. Este será o primeiro Concurso de Beleza Transmasculina no Brasil e acontecerá em novembro na cidade de São Paulo.

Emerson explica que participar do concurso é uma grande oportunidade não só de representar Guanambi, mas para ter visibilidade e sensibilizar as pessoas a cerca da temática. “É muito importante participar do concurso, para que nós homens trans tenhamos mais visibilidade, seja mais vistos pela sociedade e que seja incentivo para os outros homens”.

Ressaltou ainda que esse concurso é de muita importância para cada candidato, como também, serve para mostrar a luta diária de cada um deles e como são fortes em uma sociedade preconceituosa.

Emerson começou a transição no ano 2016, em São Paulo. Ele explicou que seu maior desafio nesse processo foi ser aceito por seus familiares e o preconceito da sociedade. “Minha mãe não tem muito entendimento, então eu sabia que seria um trabalho difícil para ela, inclusive para compreender que não há nada de errado comigo”. Explicou ainda que a cada dia tenta demostrar para sua mãe e pessoas a sua volta que o gênero não interfere no seu caráter e ele é uma pessoa normal.

O jovem afirma que iniciou a transição após apoio e incentivo de um amigo também trans. “Além de apoiar, ele indicou uma psicóloga, fiz vários exames e após muita terapia, comecei o tratamento hormonal”, conta Ian, acrescentando que no início foi complicado porque não entendia muito bem e só após pesquisa, conseguiu se identificar e reconhecer como o homem que é.




O guanambiense disse que antes evitava falar sobre todo esse processo por medo, no entanto, hoje não se esconde e planeja uma nova carreira. “Hoje quero seguir a carreira de modelo e não posso também esconder a minha identidade, não posso esconder quem sou”, finalizou.

Todo travesti ou transexual pode ter um novo nome social 

No Brasil, em 2006, o Sistema Único de Sáude (SUS) introduziu, por meio da Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde, o direito ao uso do nome social, pelo qual travestis e transexuais se identificam e escolhem ser chamados socialmente.

Emerson contou que a retificação de documento foi simples, ágil e conseguiu fazer em Guanambi após o processo de transição. “É super importante o nome porque faz parte de todo o processo de reconhecimento e também evitar constrangimento em ter um nome que não representa o que realmente somos”, explica ele.

A criação do processo transexualizador do SUS sinaliza-se como importante avanço na universalização da população transsexual brasileira e é considerada como uma grande conquista para os movimentos sociais. De acordo com a Associação Nacional de Travestis e transsexuais, contudo, a efetivação desse programa ainda coloca alguns desafios para gestores e trabalhadores do SUS, especialmente pela população Trans, visto que ainda são poucos serviços e há questões que limitam o acesso a maior parte da população trans.




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