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Decreto estadual proíbe funcionamento de bares, restaurantes, academias e celebrações religiosas na Região de Guanambi

A Assessoria de Comunicação do Estado havia informado de maneira errônea que somente as atividades essenciais poderiam funcionar na região

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Tiago Marqueshttps://agenciasertao.com/
Tiago Marques é redator e editor do site Agência Sertão. Trabalha com produção de conteúdo noticioso para rádio e internet desde 2015.
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No fim da noite desta sexta-feira (18), o Governo do Estado publicou um decreto em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE) com normas para tentar frear o avanço com coronavírus em 23 municípios da região de Guanambi. Ao contrário do que foi divulgado antes, o comércio continua com funcionamento permitido.

No meio da noite, a Assessoria de Comunicação do Governo informou que somente serviços considerados essências, como supermercados, farmácias e postos de combustíveis poderiam funcionar até o dia 1º de julho. A informação foi publicada no site do Governo e replicada nos principais veículos de comunicação do Estado. Até o início da madrugada deste sábado (19), a publicação no portal oficial continuava sem a devida correção. Um equívoco semelhante já havia ocorrido em maio.

Publicação continuava disponível até o início da madrugada deste sábado (19)

No entanto, minutos depois da notícia começar a espalhar, o prefeito de Iuiu e presidente do Consórcio Interfederativo de Saúde do Alto Sertão (Cis – Alto Sertão), Reinalldo Góes, informou por meio das redes sociais que havia divergência entre a informação divulgada e o que foi definido em reunião realizada no início da noite, entre o Governador Rui Costa (PT) e demais prefeitos da região. As lojas de atacado e varejo podem sim funcionar até meia hora do início do toque de recolher, mantido das 20h às 5h. A informação equivocada divulgada pelo Estado causou bastante confusão e descontentamento perante a opinião pública.

Conforme Góes, não foi definido o fechamento do comércio em geral, informação confirmada pelo decreto. Apenas restaurantes, lanchonetes e similares estão com o funcionamento limitado à modalidade de entrega em domicílio (delivery), podendo ofertar o serviço até a meia noite. Também ficou vedada a venda de bebida alcoólica em quaisquer estabelecimentos, inclusive por sistema de entrega em domicílio (delivery) ou em depósitos e distribuidoras. As normas valem até o dia 1º de julho. A proibição também vale para mercados e hipermercados.

Ficou definida ainda a suspensão de atendimentos presenciais do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) e a proibição de funcionamento de academias e estabelecimentos voltados para a realização de atividades físicas pelo mesmo período. A vedação exclui os espaços voltados ao atendimento de fisioterapia, observados os protocolos sanitários estabelecidos.

Eventos presenciais de todos os tipos, inclusive celebrações religiosas, também estão proibidos independente do número de participantes.

As medidas valem para Botuporã, Caculé, Caetité, Candiba, Carinhanha, Feira da Mata, Guanambi, Ibiassucê, Igaporã, Iuiu, Jacaraci, Lagoa Real, Licínio de Almeida, Malhada, Matina, Mortugaba, Palmas de Monte Alto, Pindaí, Riacho de Santana, Rio do Antônio, Sebastião Laranjeiras, Tanque Novo e Urandi.

Em Guanambi, um decreto publicado nesta quinta-feira (17) também definiu medidas restritivas similares às do Governo do Estado e estipulação de multas por descumprimento das normas.

Colapso no sistema de saúde da região

Restam poucos leitos clínicos disponíveis para tratamento da Covid-19 em Guanambi. No Hospital de Campanha (UniFG) não há mais vagas, enquanto que no Hospital de Municipal restam apenas cinco. Já no Pronto Atendimento, dos 15 leitos disponíveis, 13 estão ocupados. Na maior parte dos municípios da região, o número de casos ativos da Covid-19 também está em níveis alarmantes.

Em relação aos leitos de UTI, não há vagas No Hospital Municipal de Brumado e nem no Hospital Geral de Guanambi (HGG). As duas unidades de saúde possuem 10 leitos cada. O mesmo ocorre no Hospital Municipal de Caetité (Unacon), com todos os 20 leitos ocupados. Em Vitória da Conquista, dos 70 leitos disponíveis, 63 estão ocupados. Em toda a região, 49 pacientes aguardam por vagas em UTI’s.

Fonte: Sesab

Já a nível estadual, houve queda na ocupação a 81%. De 1.598 leitos disponíveis, 1.300 estão ocupados. O Estado tem 94 pacientes na fila de regulação.

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