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Quilombolas acusam deputada de invasão de terra e desmatamento em Malhada, parlamentar nega

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Tiago Marqueshttps://agenciasertao.com/
Tiago Marques é redator e editor do site Agência Sertão. Trabalha com produção de conteúdo noticioso para rádio e internet desde 2015.
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Um vídeo que está circulando desde a última semana nas redes sociais mostra dezenas de moradores das comunidades Quilombolas de Parateca e Pau d’Arco, na zona rural de Malhada, denunciando exploração de madeira de lei de forma ilegal na área de 10,6 mil hectares demarcada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para a população remanescente de quilombos da localidade.

Segundo o homem que gravou e narrou o vídeo, a deputada estadual Ivana Bastos (PSD) e seus familiares seriam os responsáveis pela invasão da terra e pela retirada da madeira do local. Ele pede que autoridades como o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e Ministério Público Federal (MPF) investiguem os responsáveis. A deputada nega relação com a atividade.

A Agência Sertão tentou contato com responsável pelo vídeo e com outras pessoas que aparecem na gravação para obter informações adicionais e possíveis provas quanto à denúncia, porém não conseguiu localizá-los. O presidente do PSOL de Caetité, ex-candidato a deputado estadual e prefeito, Wanderson Pimenta, compartilhou o vídeo em suas redes sociais, mas disse que não participou da gravação.

 

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A deputada Ivana Bastos emitiu nota onde disse que não tem relação, e nem seus familiares, com exploração, comercialização, retirada legal ou ilegal de madeira na região da Parateca e classificou a informação como Fake News.

A demarcação das áreas remanescentes quilombolas de Parateca e Pau d’Arco ocorreu em 2006, após muitos conflitos fundiários dos moradores do local com os fazendeiros da região.

De acordo com a Fundação Cultural Palmares, os moradores, representados pela Associação Agro-extrativista das Comunidades de Pau d’Arco e Parateca, registram permanência na área desde ao início do séc. XVIII. À época da demarcação, 400 famílias viviam da pesca nas lagoas que se formam após o refluxo das águas, além da agricultura e pecuária de subsistência.

Veja a nota da deputada

Fake news como essas me entristecem, mas não são capazes de me fazer parar de trabalhar pelas comunidades rurais.

Quem acredita que com fake news vai conseguir frear a minha missão de batalhar em favor dos menos favorecidos está enganado.

Tenho uma trajetória marcada pelo trabalho, pela luta em prol de mais qualidade de vida para os homens e as mulheres do campo, as comunidades quilombolas, assentamentos, associações e minorias.

Sou representante de cada morador dessas comunidades na Assembleia Legislativa da Bahia e foco a minha atuação em garantir mais benefícios para a população, especialmente para a região da Parateca, local em que já entregamos escola, sistema de abastecimento de água, pavimentações, energia elétrica, dentre outros investimentos.

Fake news e armações devem ser banidas, pois nada tenho a ver, nem os meus familiares, com exploração, comercialização, retirada legal ou ilegal de madeira na região da Parateca. Os de boa fé que ali habitam sabem bem disso. Mensagens falsas não nos abalam, pois a verdade sempre vai prevalecer.

Fake news como esta nós sabemos que são feitas por pessoas de mal caráter e corvardes, por que não tem coragem de assinar em baixo.

Sigo de cabeça erguida e na certeza de que estou no caminho certo, trabalhando pelas comunidades.

DEPUTADA IVANA BASTOS

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