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Volume da Barragem do Estreito, entre Urandi e Espinosa, saltou de 20% para 100% em dois meses

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Tiago Marqueshttps://agenciasertao.com/
Tiago Marques é redator e editor do site Agência Sertão. Trabalha com produção de conteúdo noticioso para rádio e internet desde 2015.
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Após passar por mais uma grande crise, as barragens do Sistema Hídrico Estreito Cova de Mandioca, entre os municípios de Urandi/BA e Espinosa/MG, voltaram a receber águas em abundância com as chuvas das últimas semanas.

Desde a última quinta-feira (29), o rio Verde Pequeno está seguindo seu curso pelo reservatório e passando pelo sangradouro, dando vida novamente ao curso d'água que divide Minas Gerais e Bahia depois de seis anos de seca.

De acordo com dados da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), colhidos na última sexta-feira (31), são 65,21 milhões de metros cúbicos (m³) armazenados no Estreito. Antes do período chuvoso, no fim de outubro, eram apenas 12,3 milhões, o que equivale a 19% do volume útil.

A última vez que o reservatório atingiu 100% da capacidade foi no final de janeiro de 2016. No início daquele ano, eram armazenados apenas 4% e as chuvas volumosas fizeram a barragem encher em questão de semanas.

Já situação em Cova de Mandioca era bem pior nos últimos meses de 2021, pois o reservatório chegou ao volume morto em setembro, com 0,54 milhões de metros cúbicos. Agora já estão armazenados pelo menos 36,6 milhões de metros cúbicos, o equivalente a 29% dos cerca de 131,48 milhões de metros cúbicos de capacidade do reservatório, que continua recebendo parte da água acumulada no estreito por meio de um canal que liga as duas barragens.

Por conta da escassez de água nos reservatórios do sistema nos últimos meses, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) definiu novas condições de uso da água, válidas desde 1º de setembro, motivadas pela necessidade de ampliação das vazões destinadas ao abastecimento público nos municípios de Espinosa (MG) e Urandi (BA), aumentando a segurança hídrica dessas populações.

Diante da seca, foram definidos novos limites para a retirada da água para uso na agricultura e pecuária no entorno do lago e no perímetro irrigado de responsabilidade de Codevasf.

Os usos passam a ser submetidos a regras de restrição dos estados hidrológicos (EH) dos mananciais: EH Verde, EH Amarelo e EH Vermelho. Tais estados hidrológicos são determinados conforme o armazenamento dos açudes no fim de abril de cada ano e devem ser seguidos até abril do ano seguinte.

Barragens do Sistema Estreito / Cova de Mandioca

Com as cheias, a disponibilidade de água deverá ser aumentada com a mudança do Estado Hidrológico. Além disso, nos próximos dez dias, as cabeceiras dos rios formadores dos reservatórios devem receber chuvas de até 100 mm.

Ceraíma e Poço do Magro

As outras barragens sob responsabilidade da Codevasf na região de Guanambi também estão prestes a atingir suas capacidades máximas. Ceraíma estava com 94,5% de sua capacidade, falando pouco mais de 2,85 milhões de metros cúbicos para chegar a 100% e começar a sangrar, o que não ocorre desde 1992, há exatos 30 anos. Neste domingo (2), faltavam apenas 52 centímetros para que a água atinja o sangradouro.

Em abril de 2020 o reservatório chegou próximo a 100%, porém, era o fim do período chuvoso e não chegou a acontecer o vertimento pelo sangradouro. No início do atual período chuvoso, o reservatório chegou a 36,7 milhões de metros cúbicos (71,83%).

Poço do Magro está com 78,64 de sua capacidade, são quase 30 milhões de metros cúbicos, 7 a menos do que os 37 milhões de capacidade.

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