A Braskem firmou um acordo com o estado de Alagoas para pagar R$ 1,2 bilhão em indenizações devido ao desmoronamento do solo em bairros de Maceió, causado pela extração de sal-gema.
De acordo com informações da Agência Brasil, o valor será pago ao longo de dez anos, com R$ 139 milhões já desembolsados, conforme comunicado da empresa a investidores.
O acordo prevê a compensação, indenização e ressarcimento ao estado para a reparação de danos patrimoniais e extrapatrimoniais. Além disso, o ajuste inclui a extinção de uma ação movida pelo governo do estado contra a companhia, necessitando ainda de homologação judicial. A Braskem destacou que o acordo representa um avanço significativo em relação aos impactos do evento geológico em Alagoas.
O acidente geológico em Maceió teve início em 2018, quando a exploração de sal-gema resultou na instabilidade do solo, afetando bairros como Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e Farol. Estima-se que mais de 60 mil pessoas foram deslocadas por questões de segurança. Em novembro de 2023, a prefeitura de Maceió decretou estado de emergência devido ao risco de colapso em uma das minas de sal-gema.
A Defesa Civil de Maceió monitorava diariamente a situação do solo, enquanto a Polícia Federal investigava o caso. Em novembro do ano passado, 20 pessoas foram indiciadas, e o inquérito foi encaminhado para a 2ª Vara Federal de Alagoas. Em julho de 2025, a Defensoria Pública de Alagoas solicitou uma indenização de R$ 4 bilhões para compensar a desvalorização de imóveis nas áreas afetadas.
A Braskem é controlada pela Novonor (antiga Odebrecht) e tem a Petrobras como acionista, detendo 47% das ações com poder de voto.
