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Vitória da Conquista termina 2025 com queda de 54% nos homicídios

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Vitória da Conquista encerrou 2025 com 34 registros de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), segundo dados divulgados pela Prefeitura. O número representa queda de 54,1% em comparação com 2024 e é o menor patamar dos últimos anos, de acordo com o balanço publicado nesta terça-feira, 31 de dezembro.

No mesmo levantamento, o governo municipal afirma que a taxa de homicídios por 100 mil habitantes ficou em 8,57 em 2025, abaixo da meta nacional de 16 mortes por 100 mil habitantes prevista no Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social 2021–2030.

A taxa está próximo ao apurado nos estados menos violentos em 2023 segundo o Atlas da Violência 2025. São Paulo registrou 6,4 e Santa Cataria 8,8 mortes por 100 mil habitantes naquele ano.

A redução ocorre em um contexto estadual apontado como crítico por levantamentos nacionais. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 indica que a Bahia registrou, em 2024, a segunda maior taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI) do país, com 40,6 por 100 mil habitantes, e teve cinco cidades entre as dez mais violentas do Brasil no ranking de municípios com população igual ou superior a 100 mil habitantes.

A trajetória de Vitória da Conquista contrasta com o histórico recente. No Atlas da Violência 2017, o município aparece entre os mais violentos do país (com mais de 100 mil habitantes) em 2015, com taxa total de homicídios de 56,5 por 100 mil habitantes. Já no Atlas da Violência 2019 (dados municipais), a taxa estimada de homicídios em 2017 foi de 61,1 por 100 mil habitantes.

Além dos indicadores nacionais, reportagens publicadas na época também apontavam o município em posições de destaque negativo. Em 2017, um levantamento citado pelo Instituto Igarapé e divulgado pela revista The Economist colocou Vitória da Conquista entre as 50 cidades mais violentas do mundo em 2016, com índice de 49,5 mortes por 100 mil habitantes, segundo a publicação.

Na avaliação apresentada pela Prefeitura, a virada dos números está ligada a ações municipais integradas e ao reforço da estrutura local de segurança. O secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Social, Cristóvão Lemos, atribuiu parte dos resultados à implantação da Guarda Municipal em 2021 e à atuação articulada com outras áreas e forças de segurança, apontando que o recorde anterior de menor número de CVLI era de 49 ocorrências, em 2022.

A governo municipal também descreve a estrutura de atuação da Guarda Municipal, com grupamentos voltados para patrulhamento ambiental (Gama), ronda escolar (GRE) e operações motorizadas de proteção preventiva (GPPM), além do trabalho em policiamento preventivo e apoio comunitário. O município cita ainda a criação da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, junto a instrumentos como fundo, conselho e observatório municipais, como medidas para ampliar a capacidade de planejamento e ação baseada em dados.

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