O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta segunda-feira, 12 de janeiro, o Informativo Meteorológico nº 02/2026, com balanço das condições observadas entre 7 e 11 de janeiro e a previsão atualizada para os próximos dias.
Para a semana, o Inmet aponta a atuação de sistemas transientes próximos ao Sul e ao Sudeste, com risco de tempestades e elevação dos acumulados entre o litoral de Santa Catarina e o sul de Minas Gerais, passando por Paraná e São Paulo, com potencial de superar 200 mm em sete dias.
O órgão também indica confluência de umidade entre o Norte e o Sudeste, favorecendo chuva volumosa no Amazonas, Pará, leste de Mato Grosso do Sul e sul de Goiás.
Previsão de chuvas por região (12 a 19 de janeiro)
Norte
As maiores instabilidades devem se concentrar no oeste do Amazonas. No Amapá, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) favorece acumulados acima de 150 mm em sete dias, e o sul do Pará também pode superar 150 mm. No Acre, a chuva tende a ser mais bem distribuída, com volumes acima de 80 mm. Em Rondônia e Tocantins, os acumulados esperados ficam abaixo de 70 mm, e áreas do sul do Amapá, norte do Pará e centro-norte de Roraima podem ter pouca chuva ao longo da semana.
Nordeste
A previsão é de ausência de chuva em praticamente toda a região, com exceção do sul do Maranhão e ocorrências isoladas no oeste da Bahia e no Piauí. O Inmet também projeta umidade mais baixa no interior, abaixo de 30% principalmente no Sertão; no litoral, a umidade deve ficar em torno de 50% durante as tardes.
Centro-Oeste
A tendência é de chuva mais volumosa no norte do Mato Grosso, oeste de Mato Grosso do Sul e sul de Goiás, podendo ultrapassar 100 mm em sete dias. Nas demais áreas, os volumes ficam abaixo de 70 mm.
Sudeste
O cenário indicado é mais chuvoso em São Paulo e no sul de Minas Gerais, por conta da aproximação de sistemas transientes pelo Atlântico. Já Rio de Janeiro, Espírito Santo e o nordeste mineiro devem ter menores volumes, associados à atuação persistente da Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS).
Sul
O Inmet prevê chuva ao longo de toda a semana, inicialmente no norte da região, com destaque para Paraná e Santa Catarina. No litoral desses estados, os acumulados podem ficar entre 150 mm e 200 mm na semana. No Rio Grande do Sul, as primeiras pancadas são esperadas a partir do fim de semana.
Temperaturas: calor continua e pode chegar a 40°C em áreas do interior (12 a 16 de janeiro)
A previsão indica temperaturas elevadas em grande parte do país, com destaque para o interior do Nordeste e o oeste de Mato Grosso do Sul. Nesses pontos, a máxima pode permanecer entre 38°C e 40°C em algumas localidades.
Nordeste
O Inmet aponta máximas entre 36°C e 40°C no norte do Piauí, centro-sul do Ceará e áreas do oeste do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Em outras áreas, as máximas ficam entre 30°C e 34°C. As mínimas devem variar de 20°C a 24°C na maior parte da região, com até 24°C a 26°C no centro do Piauí; no centro da Bahia, o órgão prevê mínimas mais amenas, entre 16°C e 20°C.
Sudeste
São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais devem ter máximas entre 34°C e 38°C no início da semana. Nas demais áreas, as máximas ficam entre 28°C e 34°C. Na segunda metade da semana, o Inmet indica leve queda das máximas entre São Paulo e o sul de Minas, com valores entre 26°C e 30°C.
Sul
A tendência é de máximas elevadas no Rio Grande do Sul e no oeste de Santa Catarina, com possibilidade de até 36°C principalmente nos dias 14 e 15. No Paraná e no centro-leste catarinense, as máximas devem ficar em torno de 26°C a 28°C.
Centro-Oeste
Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso devem ter máximas entre 32°C e 36°C nos dias 12 e 13, podendo passar de 38°C entre 14 e 15. Em Goiás e no Distrito Federal, a tendência é de elevação, com máximas entre 30°C e 32°C, podendo chegar a 34°C no norte goiano.
Norte
Roraima, Tocantins, norte do Pará e sul do Amapá devem ter máximas entre 30°C e 34°C. No Amazonas, Rondônia e centro-sul do Pará, as máximas não devem ultrapassar 28°C devido ao predomínio de tempo chuvoso.
Condições observadas
Entre os dias 7 e 11 de janeiro de 2026, os maiores acumulados de chuva no país ficaram concentrados em áreas pontuais do sul do Amazonas, centro-norte do Pará, Mato Grosso, centro de Goiás e extremo oeste do Paraná, com volumes acima de 50 mm. Na maior parte das regiões Norte, Centro-Oeste e Sul, os acumulados variaram entre 10 e 40 mm, enquanto volumes inferiores a 10 mm foram observados no norte de Roraima, sul do Amapá, leste do Tocantins, centro-leste de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, centro-oeste de São Paulo e em grande parte do Nordeste.
No Norte, os maiores registros ocorreram em Altamira (PA), Boca do Acre (AM) e Paragominas (PA), com 90,6 mm, 69,8 mm e 56,8 mm, respectivamente, enquanto áreas como o norte de Roraima e o sul do Amapá ficaram com menos de 10 mm.
No Nordeste, predominou chuva abaixo de 10 mm, com exceção do extremo oeste da Bahia, onde os acumulados passaram de 20 mm. O Inmet destaca Guanambi (32,0 mm) e Ibotirama (27,0 mm) entre os maiores volumes no período. Também foram registradas umidades relativas mínimas abaixo de 20% em estações como Nova Morada (16%), Caicó (17%) e Patos (19%), entre 9 e 11 de janeiro.
No Centro-Oeste, os maiores volumes (acima de 40 mm) ocorreram no centro-norte de Goiás, noroeste do Mato Grosso e extremo sul do Mato Grosso do Sul. Formosa (GO) registrou 109,8 mm, Lucas do Rio Verde (MT) 77,8 mm e Nova Xavantina (MT) 68,0 mm. Houve ainda umidades mínimas abaixo de 30% em locais como Porto Murtinho (18%) e rajadas de vento com destaque para Ponta Porã (78,8 km/h) e Costa Rica (78,1 km/h).
No Sudeste, os maiores acumulados (acima de 20 mm) ficaram na faixa litorânea de São Paulo e no Triângulo Mineiro; nas demais áreas, a chuva não passou de 10 mm. O Mirante de Santana, na capital paulista, acumulou 44,0 mm; Arinos (MG), 42,8 mm; e Patrocínio (MG), 36,0 mm. O período também teve baixa umidade em várias estações, com mínimos de 13% em Niterói (RJ) e ventos fortes em Conceição das Alagoas (MG), com 70,9 km/h.
No Sul, os acumulados acima de 40 mm foram mais frequentes no oeste do Paraná. Entre os maiores volumes, aparecem São Francisco de Paula (RS) com 82,8 mm e Caxias do Sul (Criúva–RS) com 81,9 mm. Também houve registro de ventos fortes, como 87,4 km/h em Erechim (RS), e umidade mínima abaixo de 30% em pontos do Rio Grande do Sul e do Paraná.
Em relação às temperaturas, o Inmet aponta que as máximas mais elevadas ocorreram no Nordeste, ultrapassando 34°C. No Norte, predominaram máximas entre 26°C e 32°C, com registros acima de 35°C em Peixe (TO) e Paranã (TO). No Nordeste, as máximas variaram entre 30°C e 38°C, com destaque para Caicó (RN) (39,1°C), Morada Nova (CE) (38,2°C) e Pão de Açúcar (AL) (37,9°C). No Centro-Oeste, houve máximas de até 38,5°C em Porto Murtinho (MS). No Sudeste, as maiores máximas foram registradas no Rio de Janeiro, com 39,7°C na estação Vila Militar. No Sul, as máximas mais elevadas no período chegaram a 36,6°C em Sertão Santana (RS).
Nas temperaturas mínimas, o informativo indica que, em geral, Norte e Nordeste permaneceram com mínimas acima de 22°C, enquanto as demais regiões ficaram entre 18°C e 22°C. Entre os menores valores registrados, aparecem Mateiros (TO) com 17,6°C; Vitória da Conquista (BA) com 16,2°C; Cristalina (GO) com 15,1°C; Nova Friburgo (RJ) com 12,3°C; e General Carneiro (PR) com 13,0°C.
