Um novo vazamento de água foi registrado na mina Viga, da Vale, localizada na estrada Esmeril, em Congonhas, Minas Gerais. De acordo com a Defesa Civil, o extravasamento atingiu o rio Maranhão. A prefeitura informou que não houve bloqueio de vias nem comunidades atingidas, mas o impacto é ambiental.
Este é o segundo incidente em menos de 24 horas na região. Ontem, ocorreu o rompimento de uma barreira de contenção de água na mina de Fábrica, a cerca de 22 km da mina Viga. No caso da mina de Fábrica, o material atravessou o dique Freitas, carreando sedimentos e rejeitos de mineração, causando impactos ambientais, mas sem vítimas.
Houve vazamento de 263 mil metros cúbicos de água turva contendo minério e outros materiais do processo de beneficiamento mineral. Esse vazamento atingiu uma área da CSN, provocando danos materiais e alagando áreas da unidade Pires, em Ouro Preto. Segundo a CSN, o almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas e a área de embarque foram afetados.
Impactos e Medidas
O rio Goiabeiras, atingido pelo vazamento, é afluente do rio Maranhão, que deságua no Paraopeba. Em resposta aos incidentes, foi montada uma sala de crise com a participação das defesas civis de Congonhas e Ouro Preto, CEDEC, Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, Secretaria de Meio Ambiente de Congonhas e Ministério Público de Minas Gerais.
João Lobo, secretário municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, destacou que a turbidez da água pode causar perda de biodiversidade e assoreamento dos rios. Após o incidente na mina de Fábrica, a secretaria aplicou um auto de infração à Vale, que pode resultar em multa.
Em comunicado, a Vale informou que os extravasamentos foram contidos e que não houve feridos ou impacto nas comunidades próximas. A empresa afirmou que suas barragens na região estão estáveis e seguras, sendo monitoradas continuamente. A Vale também destacou que realiza inspeções e manutenções preventivas, especialmente durante o período chuvoso, e que as causas dos extravasamentos estão sendo investigadas.
