A Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 será disputada no Brasil com 32 seleções, entre 24 de junho e 25 de julho do ano que vem. Será a primeira vez que o país sediará o torneio. O Mundial terá partidas em oito cidades-sede: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Segundo a Agência Brasil, meninas que já acompanham futebol relatam expectativa para ver a competição no país. A pequena Manuela Baère, de 6 anos, afirmou: “Eu adoro futebol. Você sabia que eu faço aula de futebol? E eu estou doida para ver as meninas jogarem. A gente só vê os meninos. Estou toda doida para a gente ver as meninas jogarem”, diz.
De acordo com a Agência Brasil, Sofia Seabra, de 13 anos, disse que é fã da atacante Marta e que tenta organizar, em casa, uma forma de assistir à abertura do Mundial feminino no Maracanã. “Estou muito empolgada com a Copa do Mundo feminina do ano que vem, que eu vou até me comportar melhor para eu poder ver o jogo no Rio de Janeiro. Cresci jogando futebol ao lado de meninos, mas isso nunca me deixou para baixo. Mesmo com a capacidade física menor que a deles, sempre me esforçava mais e mais para poder evoluir. Vou estar torcendo muito o ano que vem”, conta.
Segundo a Agência Brasil, em abril deste ano, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nomeou a ex-capitã da seleção brasileira, vice-campeã mundial de 2007 e medalhista olímpica em Atenas 2004, Aline Pellegrino, como diretora executiva de legado e relações institucionais da Copa do Mundo FIFA 2027.
Conforme a Agência Brasil, Aline Pellegrino comentou sobre o impacto do torneio. “Nesse momento de reconhecimento do espaço da mulher nessa sociedade, o quanto essa Copa ela vai também pro lado social, pra gente enquanto sociedade ser uma sociedade mais igualitária. E eu acho que o futebol tem esse poder de mudança, de transformação. Então, eu acredito que um um grande legado que pode acontecer por si só é esse legado cultural. É um potencial muito grande de levar essas histórias, de mudar a cultura, de meninas e meninos começarem a praticar esse futebol junto desde sempre, isso não ser um problema, porque isso não é um problema. Que essa Copa possa vir e e gerar muitas mudanças no nosso Brasil enquanto sociedade”, explica.
Segundo a Agência Brasil, atletas que atuam no futebol feminino também projetam aumento de visibilidade com a realização do Mundial no Brasil. A jogadora Myllene D’Arc, de 34 anos, do time Republicanas de Brasília, disse: “Eu sempre vi os meninos jogando e aí acabei jogando com eles e me apaixonei pelo esporte. A minha expectativa para a Copa do Mundo Feminina é que vai dar muito mais visibilidade, né, para as mulheres, de mostrar que futebol não é só para homem, né? É para mulher também e a gente pode fazer o que quiser, o esporte que quiser, porque somos empoderadas”, relata.
Pelas ruas, enquanto a Copa masculina se encaminhava para o final, a percepção sobre o Mundial feminino variava entre os mais e os menos otimistas, com a avaliação de que as atletas precisam de mais visibilidade e valorização. Desde 1991, quando foi realizada a primeira Copa do Mundo Feminina, cinco seleções venceram o torneio: Estados Unidos (4 vezes), Alemanha (2), Noruega (1), Japão (1) e Espanha (1), atual campeã.
*Com produção de Beatriz Evaristo
