O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta quinta-feira, 12 de dezembro, o boletim agroclimatológico detalhando as previsões para as diferentes regiões do Brasil no próximo trimestre (dezembro de 2024 a fevereiro de 2025).
O destaque é para as variações de chuva e temperatura, que influenciam diretamente o setor agropecuário e as condições climáticas em geral.
Confira o prognóstico por regiões:
Região Norte
A previsão climática indica chuvas predominantemente entre a média e acima da climatologia histórica em grande parte da Região Norte. No entanto, áreas como o centro-leste do Pará, Tocantins e leste do Amapá podem apresentar acumulados ligeiramente abaixo do esperado. A temperatura média do ar permanecerá elevada em toda a região, com destaque para o Pará, Tocantins e parte do Amazonas, onde os índices serão ainda maiores.
No que se refere à umidade do solo, espera-se que, em dezembro, regiões como o centro-norte do Pará, o Amapá, o norte do Amazonas e Roraima apresentem baixos níveis de armazenamento hídrico. Em Roraima, a condição crítica pode persistir ao longo do trimestre devido à insuficiência das chuvas para reverter o déficit hídrico.
Já no restante da região, a tendência é de manutenção de níveis adequados de umidade do solo.
Região Nordeste
O cenário para o Nordeste é de chuvas abaixo da média histórica em praticamente toda a região. O centro-norte do Piauí, o Rio Grande do Norte, a Paraíba e Pernambuco devem registrar os menores volumes de precipitação.
Com relação à temperatura, os valores deverão ficar consistentemente acima da média, caracterizando um período de calor intenso. Para o armazenamento hídrico, o solo deve apresentar baixos níveis em quase todo o território, especialmente no Maranhão e oeste da Bahia. Essas áreas, no entanto, podem experimentar uma leve melhora a partir de janeiro de 2025.
Regiões específicas, como o oeste da Paraíba, o sul e o norte do Ceará e o noroeste de Pernambuco, devem ter pequenos incrementos na umidade do solo durante o período.
Região Centro-Oeste
A Região Centro-Oeste apresentará condições climáticas favoráveis, com chuvas previstas entre a normalidade e acima da média histórica em grande parte da área. Exceções podem ocorrer no norte de Goiás e no nordeste do Mato Grosso, onde os acumulados podem ficar abaixo do esperado.
A temperatura média do ar continuará alta, com registros superiores a 24°C em quase toda a região. Os níveis de armazenamento hídrico do solo serão elevados, especialmente em Goiás e Mato Grosso, sustentando a boa evolução das culturas agrícolas.
No entanto, o noroeste do Mato Grosso do Sul pode manter baixos níveis de umidade no solo, enquanto o sudoeste do Mato Grosso tende a apresentar melhora gradual a partir de janeiro.
Região Sudeste
O Sudeste terá um padrão climático dividido: no norte de Minas Gerais, as chuvas devem ficar abaixo da média, enquanto no Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e no centro-sul de Minas Gerais, os acumulados serão superiores à média histórica.
As temperaturas permanecerão acima da média histórica, mas a entrada de frentes frias e a formação de corredores de umidade poderão favorecer dias chuvosos, trazendo algum alívio ao calor. Em termos de armazenamento hídrico, dezembro promete bons índices na maior parte da região, com exceções no norte de Minas Gerais e oeste de São Paulo, onde os níveis de umidade do solo podem ser mais baixos.
A partir de janeiro, espera-se um aumento generalizado, com possíveis reduções localizadas no norte de Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Região Sul
No Sul, as chuvas estarão próximas ou acima da média histórica no leste de Santa Catarina e nas partes norte e leste do Paraná. Por outro lado, áreas do sudeste do Rio Grande do Sul poderão registrar precipitações abaixo do esperado.
A temperatura média do ar permanecerá acima da climatologia, mas episódios de temperaturas mais amenas não estão descartados devido à influência de frentes frias. O armazenamento de umidade no solo será elevado na maior parte da região, beneficiando a safra agrícola. Contudo, o centro-sul do Rio Grande do Sul poderá enfrentar níveis mais baixos de umidade no solo, influenciados pela redução nas chuvas.
Com condições climáticas variadas entre as regiões, o trimestre será determinante para o desenvolvimento das atividades agrícolas e a adaptação a possíveis desafios climáticos.
La Niña
O Inmet destacou a transição das condições de neutralidade para o início do fenômeno La Niña, com 62% de probabilidade no trimestre dezembro a fevereiro. Este fenômeno pode influenciar ainda mais o padrão de chuvas no país.
Para mais informações, acesse o boletim completo no portal do Inmet
