Foto: Divulgação | Inpasa
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BNDES aprova quase R$ 1 bilhão para usina de etanol de milho no oeste da Bahia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de quase R$ 950 milhões para a construção de uma usina de etanol de milho no oeste da Bahia.

O projeto deve ampliar a produção de biocombustíveis, movimentar a cadeia do milho e gerar empregos diretos e indiretos na região, com impactos concentrados em Luís Eduardo Magalhães e municípios do entorno.

Durante a entrevista ao canal AgroMais, o gerente de agronegócio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), Aloísio Júnior, afirmou que o setor recebeu a notícia “com bons olhos” pela dimensão do investimento.

De acordo com ele, a expectativa é de mais de 500 empregos diretos e mais de 2 mil indiretos, além do estímulo à demanda por matéria-prima, já que a produção de etanol terá como base o milho e o sorgo.

Demanda deve exigir expansão de área no MATOPIBA

Ainda conforme Aluísio Júnior, a produção atual de milho e sorgo na Bahia é insuficiente para atender o volume inicial previsto para a operação da usina. Por isso, a avaliação é de que será necessária uma expansão considerável de área tanto no estado quanto em regiões vizinhas do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

A estimativa apresentada na entrevista aponta incremento para cerca de 190 mil hectares de milho, somando áreas de sequeiro e irrigadas, e aproximadamente 220 mil hectares de sorgo. O cenário é visto como um incentivo ao produtor em um momento de dificuldades recentes, já que, segundo a AIBA, as duas últimas safras de milho foram afetadas por custos elevados e problemas fitossanitários.

Redução de dependência logística e produção de DDG

Outro ponto destacado foi a dependência logística da Bahia em relação ao etanol produzido em outras regiões, especialmente em estados como Mato Grosso. Para o entrevistado, a implantação da unidade no oeste baiano é estratégica para abastecimento do Nordeste e também para a integração com o Centro-Oeste.

Além do combustível, a entrevista citou a verticalização do processo produtivo com geração de DDG (coproduto da fabricação de etanol), que pode ser utilizado na alimentação animal. A reportagem também relacionou a escolha do oeste baiano à aptidão agrícola local, à infraestrutura logística de Luís Eduardo Magalhães e à oferta de serviços e mão de obra.

Cronograma e expectativa de operação

Sobre o andamento, Aluísio Júnior afirmou que o processo de implantação está “a todo vapor”, com canteiro de obras em desenvolvimento nas proximidades do Centro Industrial de Luís Eduardo Magalhães. A expectativa indicada na entrevista é que a usina entre em funcionamento pleno entre as safras de 2025, 2026 e 2027, com a aprovação do financiamento sendo apontada como fator de fortalecimento do projeto.

Na avaliação apresentada ao Agromais, o sorgo tem ganhado espaço como alternativa ao milho por ter custo de produção menor, o que pode melhorar a liquidez para o produtor. Embora o milho seja considerado uma cultura com capacidade industrial consolidada, o sorgo foi citado como matéria-prima competitiva, com perspectiva de aumento das duas culturas nos próximos anos na região.

Vagas de emprego na Inpasa

A Inpasa mantém uma página ativa na plataforma Gupy e vem divulgado vagas em Luís Eduardo Magalhães nesta fase de implantação da usina no Extremo-Oeste Baiano.

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