Cidades da Bahia, Ceará e Paraná vão receber o projeto-piloto Cuidando em Casa, com atendimento domiciliar a pessoas idosas. Em Fortaleza, equipes de saúde e assistência social farão visitas para triagem e início da implementação. Juazeiro (BA) e Colombo (PR) também participam da etapa inicial, com 300 idosos atendidos em cada município.
Segundo a Agência Brasil, em Fortaleza o projeto tem previsão de iniciar os atendimentos em abril. O foco está voltado para situações de maior vulnerabilidade. Na capital cearense, as comunidades atendidas incluem o Conjunto Palmeiras, apontado como área periférica com menor índice de desenvolvimento humano, e a Barra do Ceará.
Atenção
De acordo com a Agência Brasil, o projeto-piloto terá recursos do governo federal, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA). A proposta prevê atuação conjunta de profissionais e integração com serviços locais de saúde e assistência social.
Segundo a Agência Brasil, a vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar, afirmou: “Há muitos idosos acamados nessas comunidades em que os filhos precisam trabalhar. Muitas vezes deixam perto água e comida, mas não conseguem garantir que eles consigam de fato se alimentar”.
Conforme a Agência Brasil, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, disse que a política pública pretende ampliar a autonomia das pessoas idosas e reduzir a sobrecarga de quem assume o cuidado diário. O ministro afirmou: “Hoje contamos com uma grande rede em todo o Brasil, atuando no cuidado de diferentes públicos, como pessoas idosas e populações em situação de vulnerabilidade”.
Cuidar de quem cuida
De acordo com a Agência Brasil, a secretária nacional de Cuidados e Família, Laís Abramo, informou que a experiência em três cidades deve permitir ajustes para expansão nacional e considera o envelhecimento acelerado da população. Ela declarou: “Nossa intenção é que o atendimento domiciliar passe a integrar, de forma estruturada, o serviço de proteção social básica no domicílio”.
Segundo a Agência Brasil, em Fortaleza a população idosa é de 365 mil pessoas, o equivalente a 15% do município. Ainda conforme a vice-prefeita, a maioria está em situação de vulnerabilidade. As ações do projeto devem ocorrer de forma multidisciplinar, com apoio de unidades básicas de saúde e centros de referência de assistência social.
A coordenadora especial da pessoa idosa de Fortaleza, Vejuse Alencar, disse que a maioria das cuidadoras também é formada por pessoas idosas e que esse grupo será incluído no acolhimento do programa. Ela afirmou: “A grande maioria delas também já são mulheres idosas, que estão cuidando dos seus pais idosos. Então, esse cuidado, ele é muito exaustivo nesse cotidiano. Muitas vezes, elas têm uma dedicação de mais de 20 horas à pessoa cuidada”.
Representantes do município informaram que há desafios para manter e implementar um projeto nessa dimensão e que a proposta prevê redução de internações e ações de prevenção de doenças, com impactos no sistema público.
