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Da Redação do Blog

Os departamentos de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) e de Polícia do Interior (Depin), da Polícia Civil, desarticularam na quinta-feira (03), um esquema fraudulento que lesou milhares de pessoas e rendeu mais de R$ 200 milhões aos criminosos. Uma operação foi deflagrada para cumprir 10 mandados de busca e apreensão, em Itabuna, no sul da Bahia.

O delegado Delmar Bittencourt, do DCCP, informou que uma das ações ocorreu na sede da empresa, D9 Clube. No local foram apreendidos veículos diversos, um servidor de internet e um drone.

Iniciada na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Itabuna, pelo delegado Humberto Matos, a investigação revelou que a quadrilha aplicava um golpe classificado como de cooptação progressiva de pessoas, a famosa “pirâmide financeira”. Os investigados utilizavam a empresa de fachada D9 Clube para comercializar o serviço de treinamento de pessoas em apostas esportivas

Para atrair as vítimas, a D9 Clube informava em seu site oficial e em redes sociais abertas que o percentual de lucro obtido com as realizações das apostas de seus clientes seria de 33% sobre o valor investido, com pagamento semanal durante um ano e, ao final, ainda o valor principal investido de volta.

“É quase impossível se obter 100% de acertos em apostas de jogos de qualquer natureza e durante longo período. Contraria a lei natural do mercado de capital”, salientou o delegado Delmar Bittencourt, acrescentando que os valores arrecadados pelos estelionatários eram depositados nas contas dos investigados e, em seguida, o dinheiro era pulverizado em contas de terceiros e em gasto na compra de bens para dificultar a identificação.

Os integrantes da quadrilha vão responder pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e pichardismo, exploração fraudulenta de credulidade pública e que se diferencia do estelionato porque o número de pessoas é indeterminado.

As investigações que levaram a desarticulação da fraude contaram com o apoio de equipes coordenadas pelos delegados André Aragão, da 6ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Itabuna), Katiana Amorim, da DT/Itabuna, e Oscar Neto, do Laboratório de Lavagem de Dinheiro (Lab), da Secretaria da Segurança Pública.

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