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A ex-presidente da Coreia do Sul Park Geun-hye foi condenada nesta sexta-feira (6), por um tribunal de Seul, a 24 anos de prisão, pelo envolvimento no caso de corrupção da “Rasputina”, que ressultou com sua cassação em janeiro de 2017.

A sentença, que foi transmitida  pela primeira vez ao vivo pela TV, considera comprovada que a ex-presidente conservadora e a amiga dela, Choi Soon-sil, conhecida como “Rasputina”, criaram uma vasta rede de favores pela qual extorquiram grandes empresas como Samsung, Hyundai e Lotte. Além da prisão, o tribunal presidido pelo juiz Kim Se-yoon condenou a ex-governante ao pagamento de uma multa de 18 bilhões de wons (US$ 16,8 milhões).

Park, de 66 anos, estava presa preventivamente desde março de 2017 e foi a primeira chefe de Estado sul-coreana cassada na democracia. A saída dela levou a uma antecipação nas eleições, vencidas em maio do ano passado pelo liberal Moon-Jae-in.

Segundo o G1, Park é o terceiro ex-chefe de Estado da Coreia do Sul detido por um caso de corrupção. Chun Doo-Hwan e Roh Tae-Woo cumpriram penas de prisão nos anos 1990 por motivos similares. O ex-presidente Roh Moo-Hyun, eleito democraticamente, cometeu suicídio em 2009, quando ele e a família eram investigados por corrupção.

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