1° Centro de Saúde de Guanambi ( Foto: Joana Martins/Agência Sertão)

A manhã desta segunda-feira (3) foi de pessoas em filas nos postos de saúde de Guanambi aguardando por uma dose da vacina contra a influenza. Isso porque na sexta-feira (31), o Ministério da Saúde anunciou a liberação de vacinas contra a gripe para todos os interessados.

Segundo o secretário de saúde de Guanambi, André Montinho, a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde era de 90% dos grupos prioritários. “Em Guanambi superamos a meta e atingimos 100% do grupo prioritário. E na última sexta-feira, fomos informados que a Dires  (Diretoria Regional de Saúde Geral) nos forneceu mais 1000 (mil) doses para serem distribuídas entre as 20 salas de vacinação do município”, explica Montinho.

De acordo com dados fornecidos pela secretaria, a quantidade de pessoas dos grupos prioritários imunes contra o vírus até o dia 31 de maio foi: 91,21% das crianças de 6 meses a 5 anos de idade;  90,51% das gestantes, 96,55% das puérperas; 107,72% dos idosos; 94,59% dos professores;  90,46% do profissionais da saúde e 101,24% do pacientes com comorbidades. Um total de 23.547 pessoas vacinadas e uma cobertura geral de 100,24%.

No entanto, as mil doses disponibilizadas não serão suficientes para que toda a população seja imunizada. Segundo a última estimativa do IBGE, a população do município era de 84.104 pessoas. Descontada a população já vacinada, as doses serão suficientes para vacinar apenas 1,65% das pessoas fora dos grupos prioritários.

Analisando os dados, o secretário de saúde pediu para que a comunidade entendesse a realidade. “Não criem expectativa sobre algo que não irá ocorrer, que é vacinar toda população, essa responsabilidade é do Ministério da Saúde de disponibilizar vacina a todos e isso não ocorreu. Apenas cabe a nós cumprir o que é por ele determinado”, relatou o secretário.

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A imunização é a forma mais eficaz de evitar a infecção. A vacina protege contra os três subtipos do vírus que mais circulam no Hemisfério Sul, incluindo o H1N1, principal responsável pelas mortes no Brasil. Além de ser disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde, é vendida por empresa privadas e custa em média R$50 cada dose.

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