O município de Guanambi chega ao fim do ano de 2019 com aumento na taxa de homicídios. Foram registradas 26 crimes de janeiro a dezembro, a maioria por disparo de arma de fogo.

Todas as vítimas eram homens, com idade média de pouco mais de 27 anos. A vítima mais velha tinha 40 anos e a mais jovem apenas 16. Segundo a Polícia Civil, mais da metade dos crimes está relacionado a disputa de território e cobrança de dívidas das quadrilhas que dominam o trágico de drogas na cidade.

Também foram registrados homicídios que tiveram como motivação questões familiares, ciúmes e brigas de bar.

Segundo registro feito pelo Portal Folha do Vale, 22 homicídios foram efetuados por disparo de arma de fogo, os outros quatros foram cometidos com uso de arma branca, tipo faca.

Setembro e novembro foram os meses mais violentos, com quatro registros de homicídios. No entanto, em todos os meses foram registrados casos de assassinato na cidade.

O número de homicídios registrados no ano é maior do que nos anos anteriores. As estatísticas apontam o significativo aumento da violência nesta década em relação a década passada (2001-2010).

A taxa de homicídio, considerando a população estimada de 84.481 habitantes, foi de 30,8 mortes por grupo de 100 mil habitantes, pouco menor que taxa média do país que é de 31,6 mortes e bem abaixo da taxa do Estado da Bahia que é de 48,8 mortes por 100 mil habitantes, ambas referentes ao ano de 2017, divulgadas em 2019 no Atlas da Violência.

Segundo o Altas, foram 19 mortes em 2015, 24 em 2016 e 25 em 2017. As informações são captadas do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde e consideram as mortes causadas por intervenções legal (auto de resistência) e mortes. Em 2018, segundo levantamento do Folha do Vale, foram 25 mortes, não considerando as mortes por intervenções legais.

Embora o número de homicídios em Guanambi tenha crescido em 2019, levantamentos do Monitor da Violência apontam para a redução em cerca de 22% dos casos de homicídios registrados no Brasil nos nove primeiros meses de 2019, comparados com o período anterior.

Mesmo com a queda, o número continua alto, correspondendo a uma morte a cada 13 minutos no país.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui