Foto: Edu Vale / Agência Sertão

Um dos veículos da Caravana Aliança pelo Brasil está na praça do Feijão, em Guanambi. O micro-ônibus estacionou na cidade nesta segunda-feira (9) para recolher assinaturas que serão encaminhadas ao Tribunal Superior Eleitoral no intuito da oficialização do partido.

O grupo do presidente da República Brasileira, Jair Messias Bolsonaro, precisa conseguir 492 mil assinaturas válidas para fundar o Aliança pelo Brasil.

Segundo Marcelo Paulista, coordenador da Caravana que está em Guanambi, já são mais de 30 dias na estrada recolhendo assinaturas e mais de 30 cidades visitadas. Ao fim da tarde, a caravana irá se deslocar com destino à cidade de Barreiras.

A quantidade de assinaturas coletadas pelo grupo não foi divulgada pelo coordenador, no entanto, ele afirmou que acredita que seja mais da metade da quantidade necessária para a oficialização do partido.

Paulista explica ainda que a caravana está sendo financiada pelo Comandante Rangel, candidato derrotado ao Senado pelo PSL-BA e por amigos da cidade de Luis Eduardo Magalhães.

O partido não deve ser formado em 2020

O presidente Jair Bolsonaro indicou nesta sexta-feira (06), que o seu partido em formação, o Aliança pelo Brasil, não deve sair ainda neste ano. “Pelo que tudo indica, não dá tempo de sair”, disse ele para o site Estadão. Para ter o registro aprovado e poder disputar as eleições, o partido precisa coletar a assinatura de quase 500 mil eleitores, que devem ter firmas reconhecidas em cartório.

O presidente comentou ainda sobre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter identificado a assinatura de sete eleitores mortos na lista de apoios apresentada pelo Aliança.

“A questão de mortos, a manchete, acho que foi do Estado de São Paulo, ‘Aliança tem…’. São sete mortes. Um, o cara lá assinou a ficha e, na semana seguinte, teve uma acidente de motocicleta. Morreu. Os outros meia dúzia… Só sete, né? De não sei quantos mil, 50 mil. Sete apenas. Era CPF errado, a numeração errada, só isso aí”, justificou Bolsonaro.

De acordo com a Justiça Eleitoral, o número de assinaturas descartadas (13.977) supera o de validadas (5.499). Há ainda cerca de 54 mil apoiamentos em fase de verificação pelos cartórios eleitorais. O maior motivo de rejeição de assinaturas aconteceu pelo fato de o apoiador estar filiado a outra legenda.

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