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Com sistema funerário abalado após o surto do novo coronavírus, a cidade de Guayaquil, no Equador, decidiu enterrar em caixões de papelão as vítimas da covid-19. A medida desobedece as normas sanitárias do governo do Equador.

Centro econômico do país, Guayaquil vem sendo castigada desde o início do surto da doença. Nos últimos dias, vídeos de corpos espalhados pelas ruas da cidade viralizaram. Além das mortes, o local ainda foi afetado com a falta de caixões. Por isso decidiu usar caixas de papelão.

A cidade recebeu a ajuda da Associação de Papeleiros Equatorianos, que fez doação de mil caixões de papelão pra os cemitérios locais.  “É para que possam cobrir a demanda de caixões, que estão em falta na cidade ou são extremamente caros”, disse um porta-voz do conselho de Guayaquil.

Até agora, o Equador já registrou 3.649 casos do coronavírus. Destes, 2.524 são da cidade de Guayaquil. O país soma também 180 mortes pela doença.

Proprietários de funerárias confirmam a falta de caixões de madeira para os enterros. “Vendi 40 que tinha na sucursal do centro e outros 40 em outra sede. Pedi mais 10 para o fim de semana e já acabaram”, afirma Santiago Olivares, dono de um estabelecimento de materiais fúnebres.

Segundo a Carta Capital, no porto de Guayaquil, os caixões estão sendo vendidos por preços a partir de US$ 400. No entanto, na cidade, os fornecedores não conseguem atender à demanda. “Devido ao toque de recolher, não há fornecimento suficiente de material”, explicou Olivares.

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