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O advogado da família do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu o ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro Adriano da Nobre durante a entrevista ao canal CNN Brasil. O ex-policia, acusado de chefiar uma milícia no Rio de Janeiro, foi morto no início do ano em uma fazenda no interior da Bahia.

Frederick Wassef disse ao canal nesta segunda-feira (27) que “o capitão Adriano, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, não tem uma única condenação na Justiça Criminal. Até o seu assassinato recente, era um homem de nome limpo, existia apenas uma ação penal na qual ele configura como denunciado… do ponto de vista técnico jurídico, ele é um homem inocente”, disse ao canal.

O advogado disse ainda que a perseguição ao ex-policial é uma forma de tentar vincular Bolsonaro à milícia. “Uma armação asquerosa de se criar um mostro, que nesse caso é o Adriano, para amarrá-lo ao Queiroz para depois amarrar todos ao Flávio e atingir o presidente”, disse.

Wassef disse ainda que Adriano foi sequestrado na Bahia, torturado e assassinado pelas polícias da Bahia e do Rio de Janeiro. Ele trata a morte como execução, sustentando ter fotos que vai enviar à CNN mostrando que o ex-PM estaria sentado em uma cadeira quando tomou três coronhadas, e que os tiros vieram de cima para baixo e de baixo para cima e que não houve tiroteio.

O advogado disse ainda que a viúva e advogado denunciaram que Adriano seria assassinato. “Querem me assassinar, não querem me prender”, teria dito o ex-PM ao seu advogado que sugeriu que ele se entregasse à Justiça.

Além deste assunto, Wassef falou sobre a facada que o presidente foi vítima em 2018 e afirmou que o autor não agiu sozinho, dizendo haver provas que houve um mandante do crime. Apesar da fala do advogado, Bolsonaro não recorreu da decisão da Justiça que determinou a interdição de Adélio Bispo por incapacidade mental.

Por fim, Wassef disse que houve fraude nas urnas eletrônicas que impediram a eleição de Bolsonaro no primeiro turno.

Adriano da Nóbrega

Segundo o G1, Ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope), a tropa de elite da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Adriano Magalhães da Nóbrega é apontado pelo Ministério Público como um dos principais responsáveis pelo crime de agiotagem da milícia de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio.

Adriano foi expulso da PM do RJ em dezembro de 2013 por envolvimento com o jogo do bicho, mas não foi condenado por esse crime na Justiça.

Adriano começou a ter problemas com a Justiça desde ao menos 2003, quando um técnico de refrigeração foi morto durante uma operação policial na Cidade de Deus.

Como policiais militares, Adriano da Nóbrega e Fabrício Queiroz, que pertenciam ao mesmo batalhão, foram acusados pelo homicídio. Eles não chegaram a ser presos. Fabrício

Em janeiro de 2004, Adriano foi preso pela morte de um guardador de carros que, na véspera do assassinato, tinha denunciado um grupo de milicianos.

Em outubro de 2005, ele foi condenado pelo homicídio em júri popular, mas recorreu da sentença em 2007 e conseguiu a absolvição em novo julgamento.

Em setembro de 2008, Adriano da Nóbrega voltou a ser preso, por um atentado ao pecuarista Rogério Mesquita, inimigo de bicheiros.

Adriano também chegou a ser preso duas vezes suspeito de ligações com a máfia de caça-níqueis. Uma delas em 2011, durante a Operação Tempestade no Deserto, que mirou a cúpula do jogo do bicho.

Na época, a investigação apontou que ele era segurança de José Luiz de Barros Lopes, bicheiro conhecido como Zé Personal, morto no mesmo ano.

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