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Subiu o número de casos confirmados de doenças transmitidas pelo mosquito aedes aegypti registrados em Guanambi. Ao todo, o município notificou 340 casos suspeitos e contabiliza 151 confirmações de dengue, 31 de chykungunya e 3 de zika.

A quantidade de casos de dengue é quase oito vezes maior do que o registrado em todo o ano de 2019, quando ocorreram 19 casos. Em relação ao último boletim, divulgado há 15 dias, o número de casos subiu 115%. Na ocasião, o município registrava 70 casos.

O número de casos de chykunguya quase dobrou, no dia 21 de maio eram contabilizados 16 casos, agora são 31, aumento de quase 94%. Já os casos de zika permaneceram estáveis no período.

Segundo dados tabulados pelo Observatório UniFG do Semiárido Nordestino, há registro de casos das doenças em 26 bairros da cidade. Os maiores focos estão nos bairros Monte Pascoal, com 34 casos, Vomitamel, com 18 e Alto Caiçara com 15 casos. No distrito de Mutans, a situação também é preocupante, pois já são 51 casos confirmados na localidade. Comunidades rurais soma seis casos.

Segundo Ernivaldo Viana, diretor do departamento de vigilância epidemiológica, o trabalho do setor segue de forma intensa no combate ao aedes aegypti, mesmo com a preocupação relacionada à pandemia do coronavírus. Ele salientou que o aumento do volume de chuvas este ano favoreceu a criação de focos de água parada, fundamental para a proliferação do mosquito transmissor.

“Nos temos mais de 50 agentes trabalhando constantemente nos ciclos de prevenção, com a realização dos bloqueios, aplicação de inseticida nos locais com registros de caso, entre outras ações”, comentou.

A Vigilância também intensificou o trabalho de notificação aos proprietários de lotes baldios onde há risco de proliferação para que limpem suas áreas, sob pena de serem multados pelo descumprimento das exigências.

Desde o fim do período chuvas, moradores têm usado as redes sociais para reclamar e solicitar que sejam tomadas providências em relação ao acumulo de lixo e mato em terrenos. No entanto, muitos proprietários ainda não tomaram as devidas providências.

A lei 1.289/2019 dispõe sobre limpeza e higienização em imóveis no município de Guanambi e distritos. A legislação estabelece multa de R$32,00 (trinta e dois reais) por lote sujo. Caso a prefeitura precise efetuar a limpeza, será cobrado o valor de R$150,00 (cento e cinquenta reais) por container de material retirado do imóvel e R$200,00 (duzentos reais) por hora usada de máquinas.

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