Reprodução / Leitor Agência Sertão

Motoristas que passavam pela Avenida do Trabalho (anel rodoviário da BR-030, antiga Av. Governador Nilo Coelho) foram surpreendidos ao avistarem duas capivaras tentando atravessar a pista na noite desta quarta-feira (1º).

Os animais aproveitavam as águas da lagoa de João Amaral, no bairro Vomitamel, bem na área urbana de Guanambi. O vídeo gravado por uma pessoa que passava pelo local mostra as capivaras voltando para a lagoa depois de quase serem atingidas por um veículo que trafegava pela via.

É comum avistar capivaras às margens dos cursos d’água do município, principalmente na região do rio Carnaíba de Dentro, no entanto, é raro o aparecimento dos animais em áreas urbanas. Consideradas animais silvestres, a caça de capivaras é considerada crime ambiental.

Segundo um morador vizinho à lagoa, as capivaras são criadas por um outro morador em uma chácara nas proximidades. Ele contou à reportagem da Agência Sertão que elas saem de vez enquanto para nadar na lagoa, que, apesar de bastante assoreada, ainda armazena bastante água proveniente das chuvas expressivas do primeiro semestre.

Ainda segundo o vizinho, os animais são dois jovens machos, que estão no local desde quando eram bem pequenos, juntos a outros animais criados pelo proprietário da chácara.

As capivaras são mamíferos herbívoros que se destacam por levarem o título de maior roedor do mundo. Esses animais apresentam um corpo robusto e musculoso coberto por pelos marrom-escuros e podem atingir cerca de 1,3 m de comprimento e 60 cm de altura. Seu peso varia, e esses mamíferos apresentam, em média, de 20 kg a 80 kg.

Animais calmos e mansos, as capivaras são nativas da América do Sul e possuem hábitos semiaquáticos. Vivem em locais próximos ao ambiente aquático, pois precisam da água para várias de suas atividades, como esconder de predadores e reproduzir-se.

Esses animais vivem em grupos que variam de tamanho e apresentam organização social. A quantidade de capivaras nos grupos varia de 2 a 30 animais, apresentando um macho dominante. Além do macho dominante, observa-se a presença de várias fêmeas e de indivíduos mais jovens. (Veja mais sobre as capivaras)

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