Destaque Guanambi

Enquanto as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país ainda sentem os efeitos de uma massa de ar polar, o tempo começa a mudar em todo o Centro-Sul Baiano e parte do Norte de Minas Gerais a partir desta segunda-feira (24).

Os modelos meteorológicos apontam que uma zona de alta pressão atmosférica começa a ganhar força no oceano atlântico no decorrer desta semana. Este sistema atmosférico impulsiona os ventos alísios de sudeste que nesta época do ano ainda estão frios, fazendo com essas correntes de vento ao se deslocar e alcançar a costa leste da Bahia amenize as temperaturas durante as madrugadas no estado.

Os institutos meteorológicos estão apreensivos com a possível formação de um ciclone subtropical entre as costas do Sudeste e Nordeste do país, de acordo com as projeções dos modelos meteorológicos, o ciclone está se formando na costa da Bahia, a atuação desse sistema de baixa pressão trará ventos fortes e mar bastante revolto nos litorais sul da Bahia e Espírito Santo com rajadas de ventos que podem ultrapassar os 70km/h. Também deve chover de forma significativa em toda essa faixa. Em toda a faixa litorânea da Bahia, a previsão é de que chova pelo menos 40 mm no decorrer da semana.

Em Vitória da Conquista, depois de duas semanas com o frio característico um pouco mais brando, os termômetros devem voltar a registrar mínimas na casa de 12ºC entre terça (25) e quarta-feira (26).

Agosto começou com frio intenso na cidade localizada a 900 metros de altitude, com termômetros registrando mínimas próximas de 10ºC e as máximas sempre abaixo dos 20°. Tudo isso acompanhado de ventos e garoa constantes.  No entanto, nas semanas seguintes o frio continuou, porém com menos intensidade.

As mínimas dos últimos 15 dias variaram entre 14 e 18ºC, e as máximas chegaram a passar dos 25ºC em alguns dias.

A partir da próxima sexta-feira (28), a tendência é de que o frio volte a dar uma trégua na cidade e as temperaturas voltem a subir. A menor temperatura do ano foi registrada no dia 29 de março, antes do início do inverno. Na ocasião, o termômetro da estação meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), localizado no campus da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), registrou redondos 10°C.

Temperaturas podem chegar a 10ºC em alguns municípios da região – Fonte: Windy

Guanambi

Em Guanambi (515 metros de altitude) as temperaturas também devem cair nos próximos dias e as mínimas podem chegar a 16°C nas regiões mais altas do município, assim como na cidade vizinha Caetité (854 metros de altitude).

Entretanto, o frio só deve ser sentido durante a madrugada e o início das manhãs, pois as temperaturas tendem a subir durante a tarde, devendo ultrapassar a casa dos 30ºC. Também é esperada a queda na umidade relativa do ar, com possibilidade de registros menores que 15% e rajadas de ventos de mais de 60 Km/h.

Depois de algumas semanas de temperaturas baixas, voltou a fazer calor em Guanambi nos últimos dias. Neste domingo a máxima foi de 30ºC e no sábado os termômetros chegaram a marcar 33ºC. Já as mínimas têm sido sempre acima de 20ºC.

A menor temperatura do ano na cidade foi registada no dia 25 de julho. Na ocasião, o termômetro da estação do Inmet, localizada no aeroporto de Guanambi, registrou 15,7ºC.

Previsão de Chuva

Guanambi completou 130 dias de estiagem agrícola neste domingo (123), período sem chuvas de pelo menos 10 mm. As previsões para o início do período chuvoso ainda são incertas, mas os principais modelos meteorológicos apontam que as primeiras chuvas expressivas na região devem ocorrer em meados de outubro.

Em setembro, os modelos apontam pouca probabilidade de chuva, podendo ocorrer apenas algumas pancadas de forma isolada em algumas regiões.

Última temporada chuvosa

Cheia do riacho Belém em Guanambi no mês de Janeiro – Rômulo Gonçalves – Take Produções

As chuvas que caíram entre o final de 2019 e início de 2020 na região de Guanambi foram as maiores desde 2006. No centro da cidade, o pluviômetro da Agência Sertão registrou acumulado de 802 mm, 200 mm a mais do que o registrado pelo mesmo pluviômetro no período anterior. Em algumas regiões mais altas, próximas à Serra Geral, como nas regiões dos distritos de Guirapá (Pindaí) e Morrinhos (Guanambi), alguns moradores registraram acumulados de até 1.100 mm.

Toda essa chuva contribuiu para amenizar a seca característica da região. Embora ainda falte pelo menos dois meses para as próximas chuvas, a paisagem vista agora é bem diferente do que se via há um ano. Ainda há bastante água retida nas lagoas, barragens e represas, e ainda corre por alguns rios e córregos nas regiões de maior altitude, o que é bastante raro nesta região semiárida.

Reservatórios

Lago da Barragem de Ceraíma – Guanambi (BA) / Foto: Tiago Marques | Agência Sertão

Os principais reservatórios de água de Guanambi perderam pouco volume após 105 dias de estiagem. O lago da barragem do Poço do Magro atingiu seu maior volume no final de abril, 69%. Passados três meses, o volume ainda está em cerca de 62%, segundo a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf).

Já a barragem de Ceraíma chegou a 100% de sua capacidade ao final do período chuvosos. Mesmo com o uso múltiplo da água, incluindo abastecimento do Perímetro Irrigado e entorno, além da complementação do sistema de abastecimento humano, o reservatórios ainda possui 91,5% de sua capacidade.

Os dois reservatórios do município de Urandi, Estreio e Cova da Mandioca, estão em situações diferente dos reservatórios de Guanambi. O primeiro chegou a ter 44% de seu volume útil no fim de abril e agora está com 30%, enquanto o segundo atingiu 21% e agora está com apenas 12%.

Rio São Francisco

Rio São Francisco em Carinhanha (BA) – Foto: Tiago Marques | Agência Sertão

Os três grandes reservatórios do rio São Francisco estão com volumes bastante significativos. Três Marias, em Minas Gerais, armazena 79,36% de sua capacidade, enquanto Sobradinho e Itaparica, ambos na Bahia, têm 77,10% e 86,42% respectivamente.

O bom volume nas hidroelétricas garante a defluência regulada em todo o curso do Velho Chico, deixando no passado as imagens do rio bastante seco registradas nos anos anteriores.

Veja: Após seca mais severa da história, rio São Francisco tem maior cheia em oito ano

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