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Após 32 dias presos, jovens de Riacho de Santana terão audiência na Justiça de São Paulo nesta terça

Ronaldo e Rodrigo foram presos na noite de 8 de agosto e a prisão ocorreu baseada apenas no reconhecimento da vítima de um assalto

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Tiago Marqueshttps://agenciasertao.com/
Tiago Marques é redator e editor do site Agência Sertão. Trabalha com produção de conteúdo noticioso para rádio e internet desde 2015.
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Os trabalhadores da construção civil, Ronaldo Santana Nogueira, 21 anos e Rodrigo Alves Santana, 25 anos, estarão frente a frente com a Justiça após ficarem presos por 32 dias por um crime que alegam não serem os autores. A primeira audiência do processo está marcada para esta terça-feira (21).

A liberdade provisória foi concedida no último dia 9 e eles continuam como réus na ação penal, acusados de roubo. Os advogados que defendem os jovens querem aproveitar a ocasião para afastar de vez o processo contra seus clientes. Enquanto ainda respondem, estão proibidos de se ausentarem da comarca por mais de oito dias sem prévia comunicação, e obrigados a comparecer a todos os atos do processo. Eles também estão proibidos de manter contato com a vítima

Ronaldo e Rodrigo foram presos na noite de 8 de agosto e a prisão ocorreu baseada apenas no reconhecimento da vítima de um assalto. Eles foram a uma pizzaria e a mulher que teve o celular roubado no dia 29 de julho ligou para a polícia dizendo que identificou os assaltantes.

Desde então, os dois passaram por um grande pesadelo em suas vidas, em um processo recheado de erros que os trataram como bandidos de alta periculosidade, enquanto várias provas apontam para a inocência dos baianos que saíram do município de Riacho de Santana em busca de uma vida melhor em São Paulo.

As prisões injustas mobilizaram movimentos sociais e parte da imprensa. Na última quarta-feira (15), entidades representativas dos direitos humanos e representantes de mandatos políticos promoveram um ato virtual contra a criminalização de Rodrigo e Ronaldo. No evento, os participantes pediram a absolvição de Rodrigo e Ronaldo e o fim do encarceramento em massa.

A Ponte Jornalismo, organização sem fins lucrativos criada para defender os direitos humanos por meio do jornalismo publicou uma matéria detalhada sobre o caso em seu site na última quinta-feira (16). A reportagem ressaltado que Ronaldo e Rodrigo chegaram em São Paulo em março para trabalhar em obras e garantir um sustento, mas a batalha pela subsistência logo se transformou em um pesadelo.

Na maior parte do tempo, eles ficaram presos no Centro de Detenção Provisória (CDP) Belém ll, sendo que por 16 dias eles não trocaram nem ao menos a roupa do corpo.

É desumano, nunca pensei em passar por um lugar como aquele, a comida era péssima, eu só comia pão, quando batia a tarde dava uma sensação ruim, dava vontade de chorar. Me perguntava: ‘Como eu vim parar aqui se eu não fiz nada?’. Eu pensava que alguém ia me ajudar a sair de lá, mas eu ficava pensando que se eu pegasse três anos de cadeia ia acabar com a minha vida.”

Além de ter que enfrentar a prisão sem que tenha cometido o crime, Rodrigo diz que ficou doente e não teve nenhuma assistência médica. “Fiquei doente lá, com febre, não tem médico, não tem remédio, eles vêm com ignorância, um deles [agente penitenciário] falou: ‘Tem que morrer mesmo’”, lembra.

Veja a reportagem completa 

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