Foto: Redes Sociais
Joao Vitor Laranjeira Riacho de Santana

Após mais de 100 dias afastado, prefeito de Riacho de Santana retorna ao cargo

O prefeito João Vitor Martins Laranjeira (PSD) vai reassumir a chefia do Executivo municipal de Riacho de Santana após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, que autorizou a revogação das medidas cautelares que o mantinham afastado do cargo.

O gestor estava afastado desde meados de outubro de 2025, quando foi alvo da sétima fase da Operação Overclean. Durante o período, a prefeitura foi administrada interinamente pelo vice-prefeito Tito Eugênio Cardoso de Castro, do Podemos.

Em vídeo gravado em Brasília, João Vitor afirmou que aguardou “cerca de 110 dias” e que volta para retomar a agenda de governo e reorganizar a administração. Ele também agradeceu à família e a apoiadores.

“O dia chegou, graças a Deus, a justiça foi feita. Desde o dia 16 de outubro foram cerca de 110 dias de espera silenciosa e responsável. Foram dias difíceis, eu senti muito e sinto que a população também sentiu junto comigo, sempre mantendo a consciência tranquila. Hoje, com o coração em paz, volto para cumprir o que o povo me confiou nas urnas”, disse João Vitor em um vídeo publicado nas redes sociais.

A Operação Overclean é conduzida pela Polícia Federal com participação da Controladoria-Geral da União, Ministério Público Federal e Receita Federal, e apura suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos, corrupção e lavagem de dinheiro, com referências ao uso de emendas parlamentares e contratos ligados ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas.

Em outubro de 2025, com o avanço da operação, o STF expediu medidas que incluíram o afastamento do prefeito. Com isso, o então vice-prefeito Tito Eugênio assumiu a prefeitura no período.

A reportagem da Agência Sertão buscou localizar o teor completo da decisão que revogou as cautelares, mas os sistemas públicos consultados e os principais relatos publicados até aqui não trazem o documento na íntegra nem indicam, de forma padronizada, pois o processo ocorre sob sigilo no STF.

 

 

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