O Governo Federal autorizou a nomeação de mil candidatos aprovados além das vagas inicialmente previstas no concurso para carreiras policiais da Polícia Federal. A medida foi formalizada pelo Decreto nº 12.943, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado em edição extra do Diário Oficial da União na quarta-feira, 22 de abril.
Segundo a própria PF, a autorização amplia o quantitativo do edital e reforça o processo de recomposição do efetivo da corporação.
Com a decisão, a Polícia Federal poderá dobrar o número originalmente previsto no concurso. O edital publicado em maio de 2025 ofereceu mil vagas para cinco cargos da carreira policial: 120 para delegado, 69 para perito criminal, 630 para agente, 160 para escrivão e 21 para papiloscopista. Agora, o novo decreto libera mais mil nomeações além desse quantitativo inicial, o que abre caminho para um reforço de até 2 mil policiais federais.
Os cargos contemplados pelo decreto são delegado, perito criminal, agente, escrivão e papiloscopista. A distribuição das mil vagas extras ficou assim: 705 para agente de Polícia Federal, 176 para escrivão, 61 para delegado, 38 para perito criminal federal e 20 para papiloscopista policial federal.
Parte dos aprovados já está em fase de formação. Em janeiro deste ano, a Polícia Federal iniciou o Curso de Formação Profissional para 651 alunos do cargo de agente, na Academia Nacional de Polícia, em Brasília, com duração aproximada de três meses. A corporação informou que esse movimento já integra a estratégia de recomposição do quadro policial.
De acordo com a PF, considerando a autorização do novo decreto e também os candidatos ainda não convocados dentro das vagas originais do edital, a instituição poderá chamar até 1.370 novos servidores ainda em 2026. A efetivação das nomeações, porém, depende da existência de vagas no momento da convocação e da comprovação de adequação orçamentária e financeira, conforme as regras da Lei Orçamentária Anual e da Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Além das nomeações já autorizadas, o governo também assumiu o compromisso, junto à direção da Polícia Federal, de autorizar no segundo semestre de 2026 o preenchimento de todos os cargos vagos da carreira policial. Segundo a corporação, esse contingente deverá compor a quarta turma da Academia Nacional de Polícia, prevista para o início de 2027. A expectativa informada pela PF é que, com isso, todos os cargos policiais da instituição sejam finalmente preenchidos.
De acordo com a corporação, a autorização representa mais uma etapa do processo de reforço da estrutura da Polícia Federal, em um momento em que o governo federal busca ampliar a capacidade de atuação do órgão em áreas como combate ao crime organizado, proteção de fronteiras e enfrentamento a ilícitos de maior impacto nacional.
