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Geovane Santos | Agência Sertão

Medicamentos descartados no meio ambiente podem acarretar diversos problemas: à água, ao solo, aos animais e também à saúde pública. Várias pessoas descartam medicamentos no lixo ou na rede de esgoto por falta de informação. Em Guanambi, pouco se discute sobre essa problemática, mas existe uma forma correta de desfazer do fármaco inutilizável.

Paula Leane, farmacêutica, fala do procedimento utilizado para o descarte. “Aqui na farmácia nós temos uma empresa responsável por fazer a coleta a cada 15 dias, tanto dos medicamentos, quanto dos perfis cortantes presentes”, explica.

Segundo a farmacêutica, é provável que em cada farmácia na cidade, exista uma empresa responsável pela coleta, além da necessidade de uma política de incentivo para o descarte correto. Ela explica que os farmacêuticos e balconistas da sua rede de farmácias são treinados a orientar os clientes, quanto aos problemas causados pelo descarte indevido. Apesar das orientações, a farmacêutica adverte que a procura por esse serviço é pequena.

O Brasil ainda não dispõe de lei específica para regulamentar o descarte de medicamentos vencidos no âmbito doméstico. No Senado, tramitam dois projetos de lei; a PLS 33/2012, que autoriza a venda de medicamentos por dose, visando evitar a sobra e o vencimento do produto e a PLS 148/2011, que pretende incluir os medicamentos no rol fixado na Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Em 2009 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) editou a resolução RDC n. 44 que permite a participação de farmácias e drogarias em programas de coletas de resíduos domiciliares de medicamentos no país. Várias farmácias estão disponíveis para fazerem a coleta adequada dos medicamentos vencidos, frascos e materiais cortantes e pontiagudos, assim como as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Se esses locais indicados não fizerem a coleta, procure a Vigilância Sanitária.

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