Redação do Blog

A Petrobras informou nesta quinta-feira, 25, que vai reduzir o preço dos combustíveis nas refinarias. A gasolina ficará 5,4% mais barata, em média, e o óleo diesel, 3,5%.

De acordo com o portal UOL, a mudança é no preço cobrado nas refinarias, o que significa que o preço final para o consumidor pode não cair, necessariamente, na mesma proporção. A mudança entra em vigor a partir desta sexta-feira, 26.

A Petrobras diz que a decisão de baixar os preços da gasolina e do diesel se deve ao um aumento significativo nas importações no último mês, o que obrigou ajustes de competitividade da companhia no mercado interno.

Caso esse reajuste for repassado ao consumidor integralmente, a gasolina pode cair 2,4%, ou R$ 0,09 por litro, em média, e o diesel pode ficar 2,2%, ou cerca de R$ 0,07 por litro, mais barato, calcula a estatal, ainda segundo o portal.

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Preços serão revistos ao menos uma vez por mês

A medida faz parte de uma nova política de preços adotada pela direção da empresa em outubro do ano passado.

Essa política é norteada por dois fatores: o preço do petróleo no mercado internacional (incluindo gastos com transporte e taxas portuárias) e uma margem para lucro, impostos e proteção de riscos, como variações na cotação do dólar.

A empresa diz que não vai cobrar preços abaixo dos praticados no exterior, ou abaixo dos custos.

Os preços serão revistos pelo menos uma vez por mês pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços da Petrobras, formado pelo presidente da estatal, Pedro Parente, o diretor de Refino e Gás Natural, Jorge Ramos, e o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Ivan Monteiro.

Petrobras não repassou preços no passado

A política de preços da Petrobras foi alvo de críticas no passado. Os preços dos combustíveis no Brasil são controlados pelo governo, que é sócio majoritário da petroleira.

Em geral, a empresa compra combustíveis no exterior e revende-os no país. No início de 2016, a cotação do petróleo no mercado internacional caiu a níveis históricos, mas a Petrobras decidiu não repassar essa queda para o preço dos combustíveis. Ao importar combustível mais barato e vendê-lo pelo mesmo preço de antes, os ganhos da Petrobras com a revenda aumentaram.

Na época, críticos afirmaram que, ao manter os preços artificialmente, o governo estava usando a política de preços para recuperar parte do que perdeu quando o petróleo estava caro lá fora –e o preço não subiu aqui– e para tentar aliviar as contas da Petrobras, em meio a um endividamento muito grande da companhia.

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