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Joana Martins | Agência Sertão

A doença leishmaniose é uma doença divulgada de forma distorcida por vários veículos de comunicação na região. Após pronunciamento do vereador Marcelo Falcão, na última segunda-feira (08), na sessão da câmara de vereadores de Carinhanha, no qual ele afirma está contaminado com a doença junto com seus familiares, houve várias informações equivocadas que levaram os moradores ficarem com medo e interpretaram que os cães e gatos são os culpados pelos casos registrados da região.

A leishmaniose é classificada em dois tipos, leishmaniose visceral (LV), conhecida como calazar, e a leishmaniose tegumentar (LT). Ambas são consideradas doenças infecciosas e são transmitidas por flebotomíneos infectados de espécies distintas.  “A transmissão da doença ocorre pela picada de insetos vetores, os flebotomíneos, popularmente chamados de “mosquito-palha” ou “cangalhinha”. Eles são pequenos, de cor clara e pousam de asas abertas. O mosquito se contamina com o sangue de pessoas e animais doentes e transmite o parasita a pessoas e animais sadios”, explica a médica veterinária Lydiane Carvalho.

Assim como os cães, os gatos, as raposas e roedores também são vitimas da doença. No entanto, o cão tem um importante papel na manutenção da doença no ambiente urbano, visto que pode permanecer sem sintomas mesmo estando doente. Portanto, o cuidado para não propagação da doença também de  responsabilidade do proprietário.

Em 2003, foi autorizado pelo Ministério da Agricultura, órgão responsável pela liberação dos produtos veterinários no País, a comercialização da vacina Leishmune, desenvolvida em conjunto pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Empresa Fort Dodge Saúde Animal. São aplicadas três doses fracionadas no período de  21 dias à 21 dias, após um ano que foi aplicado a última dose é necessário fazer um reforço com mais uma única  dose. ” Além da vacina,  existem outros métodos de prevenção contra a doença, com o uso de coleiras especiais e repelentes”, explica medica veterinária.

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