Na manhã desta quarta-feira (18), o governador Rui Costa, acompanhado do secretário de saúde do estado Fábio Villas Boas, participou da vistoria técnica no Hospital Espanhol, constatando viabilidade da unidade para atendimento a pacientes com sintomas do novo coronavírus.

Após a inspeção, durante entrevista para veículos locais, o governador relatou as condições encontradas e próximos passos para reativar o hospital nos próximos dias: “Concluímos a vistoria com a equipe e constatamos que tem áreas que precisam de reparos, que serão feitos de imediato. Nós vamos utilizar 80 leitos de UTI e 80 apartamentos, totalizando 160 leitos, além de salas de cirurgia, emergência e refeitório para atender eventuais pacientes que precisem desse atendimento”.

Ainda de acordo com Rui Costa, as medidas para reabrir, temporariamente, o hospital começam hoje mesmo, com dedetização. Depois será feita a higienização e os devidos reparos. Já os profissionais que vão trabalhar na unidade serão contratados pelo governo em formato a ser definido junto à Sesab.

A ocupação temporária do Hospital Espanhol foi solicitada pela Procuradoria Geral do Estado e autorizada pela justiça federal na última terça-feira (17), para uso da unidade como hospital de campanha durante o período de crise na saúde pública causada pela pandemia do Covid-19. O primeiro hospital para atendimento em Salvador segue sendo o Couto Maia, em Cajazeiras.

Fechado em 2014

O Hospital Espanhol está fechado há mais de cinco anos. O prédio, que pertence à Real Sociedade Espanhola, acumula, desde 2013, uma dívida de R$ 480 milhões.

Com o fechamento da unidade, cerca de 2.800 funcionários foram dispensados e estão à espera das indenizações. Do total da dívida de quase meio milhão, R$ 179 milhões são na área trabalhista.

O Espanhol mantinha ao todo 270 leitos, entre eles 60 de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e 12 de UTI Neonatal.

No ano passado, o governo da Bahia entrou com uma ação pedindo a desapropriação do hospital Espanhol, que fica na Barra, em Salvador, depois que esses ex-funcionários entraram na Justiça para pedir que o prédio fosse vendido para pagar dívidas trabalhistas.

O estado ofereceu R$ 82 milhões para esta desapropriação do terreno, mas o advogado da Real Sociedade Espanhola de Beneficência, entidade que administra os bens, alega que o valor é muito baixo e não serve para pagar todas as dívidas.

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