Foto: Smtran

A Brigada Voluntaria de combate a incêndio da Superintendência de Trânsito (Smtran) de Guanambi foi acionada para apagar um incêndio no bairro Alto Caiçara nesta quarta-feira (12). As chamas tiveram início por volta das 18h40, nas proximidades de um depósito de medicamentos.

De acordo com agentes da Smtran, o fogo estava bem próximo a parede do depósito e a preocupação do proprietário era devido à quantidade de produtos inflamáveis dentro do estabelecimento. Ainda conforme os agentes, a temperatura elevada poderia, através da condução, desencadear um incêndio de maior proporção.

A brigada de incêndio, com o apoio de um caminhão pipa, conseguiu controlar as chamas às 20h.

Incêndios em Guanambi

O município de Guanambi vem registrando uma quantidade significativa de incêndios no início do mês de agosto. Na semana passada, no dia 6, a Brigada foi acionada para combater um incêndio nas imediações do bairro Monte Azul.

De acordo com o coordenador da Smtran, Rogério Mota, as chamas iniciaram por volta das 11h, no entanto, a brigada só foi acionada às 11h40. O fogo iniciou em uma área de vegetação que fica próxima à residências.

A brigada de incêndio se deslocou até o bairro com duas unidades de combate. Apesar da ação dos agentes, o fogo consumiu boa parte da vegetação em torno do bairro e só foi controlado por volta das 13h.

Segundo Mota, a suspeita é que o fogo tenha iniciado em um terreno, área particular que liga o Bairro Monte Azul ao bairro Brasília e Caiçara. Ainda conforme o coordenador, há cerca de 3 meses os proprietários cercaram todo o terreno para evitar que as pessoas entrassem e jogassem lixo, no entanto, os arames foram cortados e muito lixo foi descartado no terreno. “Tudo indica que o fogo teve início no lixo e com o vento forte as chamas se alastram”, pontua Mota.

Dois dias antes, na terça-feira (4), um incêndio de grandes proporções foi registrado na fazenda Lagoa da Cabaça, cerca de 3 quilômetros da sede do município de Guanambi. De acordo com a Superintendência de Trânsito, moradores das localidades vizinhas também ajudaram no combate as chamas que consumiram a pastagem e árvores nativas, causando grande poluição.

Outros incêndios de grandes proporções foram registrados esse ano em Guanambi. Um no dia 5 de maio no bairro Industrial. O fogo consumiu o estoque e máquinas de uma madeireira.

Outro foi registrado no dia 16 de julho na comunidade de Capoeira Queimada, zona rural de Guanambi. O fogo atingiu cerca de quatro propriedades, destruindo parte da manga de capim, além de várias cercas e postes de energia.

E um próximo ao bairro industrial, no dia 22 de julho – o fogo se alastrou por propriedades rurais adjacentes ao perímetro urbano. O fogo foi iniciado em uma área cheia de lixo, localizada próxima às antigas usinas do bairro. Com o vento forte, as chamas acabaram se alastrando e atingindo a área rural.

O avanço do inverno na região deixa a vegetação seca e queimadas costumam ser comuns nessa época do ano. Além de causar prejuízos para a agropecuária e para a fauna, a fumaça próxima a áreas habitadas incomoda os moradores e causa danos a quem tem problemas respiratórios.

Embora a estação não tenha característica de temperaturas altas, a baixa umidade do ar contribui para deixar a vegetação mais seca e consequentemente mais inflamável. Conforme a Superintendência de Trânsito (Smtran) a maioria dos incêndios ocorreram em terrenos baldios, colocados por pessoas não identificadas.

A brigada de incêndio é acionada pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom), por meio do 190. O horário de funcionamento da Smtran é de seg a sex das 07h à 00h00 e Sab e dom das 07h às 06h.

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