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Barragem de Poço do Magro sangrou pela segunda vez em 2024

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As chuvas intensas da madrugada desta segunda-feira, 2 de abril, com acumulados superiores a 150 milímetros (mm) em algumas localidades, fizeram com que o reservatório da Barragem do Poço do Magro, em Guanambi, voltasse a superar sua capacidade máxima e atingir o vertedouro.

Esta foi a segunda vez que a barragem sangrou em 2024, sendo a primeira no dia 22 de fevereiro. Na ocasião, o vertimento durou cerca de duas semanas, até parar com a diminuição das chuvas.

De acordo com os dados divulgados pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Paranaíba (Codevasf), responsável pela gestão do reservatório, o nível da água estava a apenas dez centímetros do sangradouro antes da chuvas mais recentes. Como a chuva foi intensa em toda a bacia do Riachão, curso d’água represado pela barragem, logo no fim da manhã, o nível máximo foi novamente atingido.

Inaugurada em 2005, a barragem chegou ao nível máximo outras duas vezes, nos anos de 2016 e 2022. A capacidade de armazenamento é de 37 milhões de metros cúbicos (hm³) de água, utilizada no abastecimento de comunidades rurais do entorno e para usos múltiplos, principalmente na construção civil.

Antes do início das chuvas intensas, no fim de 2023, o reservatório chegou a armazenar apenas 16,3 hm³, equivalente a 44% da capacidade.

Ceraíma

A Codevasf ainda não atualizou as informações sobre o nível atual do reservatório da Barragem de Ceraíma. Na última sexta-feira, 29 de março, o volume total era de 41,4 hm³, equivalente a 81%. No início de março, o volume era de 42,1 hm³, cerca de 82,5% da capacidade total, de 51,1 hm³.

Temporada chuvosa 2023/2024

Desde o início do período chuvoso, em agosto do ano passado, o pluviômetro da Agência Sertão, no Centro de Guanambi, registou de 1.033 mm de chuva, o maior acumulado em sete anos de registros. O maior volume foi maior no mês de janeiro, chegando a 517 mm.

Deste volume total de precipitação, cerca de 80% foi registrado em 2024, interrompendo uma das secas mais intensas das últimas décadas na região.

Histórico de chuvas no Centro de Guanambi - Fonte: Pluviômetro da Agência Sertão

 

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