Foto: Divulgação/ Ascom Secti
inseticida a base de mamona

Estudantes da Bahia desenvolvem inseticida à base de mamona para lavouras

Estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Ana Lúcia Aguiar Viana, em Barra da Estiva, desenvolveram um inseticida à base de mamona para combater pragas na cultura de alface. A iniciativa visa auxiliar agricultores familiares a reduzir perdas agrícolas, que, segundo a Embrapa, somam mais de R$ 60 bilhões anuais.

Caíque Santos, Amanda Santos e Larissa Freitas, os jovens responsáveis pelo projeto, explicam que a ideia surgiu após conversas com pequenos produtores locais.

“A professora Joseane Morais, nossa orientadora, nos incentivou a buscar soluções para problemas enfrentados pela comunidade. Conversamos com moradores que relataram dificuldades no controle de pragas, como formigas e lagartas”, relata Caíque Santos.

Após a pesquisa de campo, os estudantes realizaram testes controlados para verificar a eficácia do inseticida. “Foram plantados pés de alface, dos quais 50% receberam inseticida e 50% não. Os pés tratados apresentaram menor incidência de pragas e melhor desenvolvimento”, afirma Amanda Santos.

Nova fase do projeto

O projeto, que foi destaque no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação, entra agora em uma nova fase. “Buscamos novas formas de utilização da mamona na agricultura familiar, contribuindo para práticas mais sustentáveis e de baixo custo. Agricultores da comunidade Fazenda Capão do Cipó já demonstraram interesse no inseticida natural”, explica a orientadora Joseane Morais.

Bahia Faz Ciência

A Secti lançou, em 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre o trabalho de pesquisadores baianos em ciência, tecnologia e inovação, abordando temas como saúde, educação e segurança. As matérias são divulgadas semanalmente para a mídia baiana e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria.

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