Agência Sertão

O Secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas realizou uma inspeção no Hospital Regional de Guanambi (HRG) nesta quarta-feira (1). Na visita, Fábio anunciou que as obras de duplicação do centro cirúrgico serão concluídas nos próximos 30 dias e outras intervenções serão feitas para melhoria do atendimento na unidade.

Antes dos anúncios sobre a estrutura do hospital, o coordenador administrativo do HRG, Dorisvaldo Lobo disse que o secretário havia comunicado, por volta das 23h do dia 30 de abril, que estaria vindo a Guanambi para uma reunião com os diretores, coordenadores, médicos ortopedistas e a direção do hospital para tratar de alguns assuntos de interesse da unidade e anunciar obras.

As declarações do diretor administrativo foram feitas para a reportagem do programa Fernando Alves Repórter, na manhã desta sexta-feira (3), diretamente do HRG.

Segundo Dorisvaldo, na conversa antes da reunião com os coordenadores e os demais funcionários do hospital, eles tiveram uma pequena reunião. Nessa reunião, o diretor administrativo alega que pediu demissão do cargo por se sentir ofendido com a forma com que o secretário qualificou a gestão da unidade.

De acordo com o gestor, o secretário qualificou a gestão do hospital como medíocre, por não admitir está, “naquele dia, naquele momento” 32 pacientes no corredor, sem levar em consideração as demandas da unidade e os investimentos viabilizados em sua gestão de seis anos. “Eu não poderia aceitar e concordar sabendo do esforço, principalmente aqui que era eu e Maria das Graças (ex-diretora do hospital), praticamente 24h nessa unidade. Dando tudo que nós podíamos dos nossos esforços da nossa condição humana, para prestarmos uma boa assistência aos pacientes dessa unidade”, lamenta.

“Na nossa administração, foram implantados 32 novos leitos na maternidade. Projetos na nossa administração – ampliação da farmácia, do almoxarifado, de uma capela e reforma no telhado. Um investimento de R$540 mil, garante Dori.

Dorisvaldo explica para a reportagem que o perfil da unidade foi exposto para o secretário na reunião. Para ele, muitos serviços realizados no HRG poderiam ser feitos nos municípios. Em contraste o gestor pontua que foram implantados serviços de neurocirurgia e não está funcionando porque não contrataram profissionais.

Segundo o diretor administrativo, o acompanhamento diário e toda a produção do hospital, são apresentados em números ao secretário, em reuniões. Ele explica que as intervenções dos primeiros quatro meses desse ano já estão contabilizadas. Sendo – 368 cesárias, 254 cirurgias gerais, 408 cirurgias ortopédicas, 61 curetagens.

Dorisvaldo declara ainda, que o hospital está, há mais de um ano, sem manutenção predial e que os pedidos foram expedidos, através de inúmeros ofícios, com embasamento técnico em anos anteriores e são serviços que não podem ser interrompidos.

Segundo o gestor as propostas para os profissionais produzirem mais, feitas pelo secretário, são inviáveis. “Os profissionais já trabalham ao extremo, todos fazendo o que podem e o que não podem para atenderem a população. A demanda é grande, atendemos a população de mais de 700 mil pessoas. O hospital não suporta mais tanta demanda e implantações de serviços novos”, declara.

Por fim, Dorisvaldo explica que pediu demissão, mas a orientação que foi dada é que ele deve cumprir ainda a função até a confirmação. “Eu seria irresponsável se eu saísse do hospital agora, existem coisas que não podem ser interrompidas. Confirmando que eu vou sair do hospital segunda-feira (6) eu já não estarei aqui e confirmando eu terei qui ir a Salvador para resolver alguns problemas, inclusive desse desgaste aqui, porque não ficou bom para o secretário e nem para unidade”.

A publicação da exoneração de Dorisvaldo saiu na edição do último sábado (4), do Diário Oficial do Estado. O nome para substitui-lo ainda não foi anunciado.

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