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O êxodo inverso se tornou rotina em Guanambi, quase todos os dias, dezenas  de guanambienses desembarcam na cidade fugindo dos grandes centros onde o caos decorrido pela pandemia do novo Coronavírus está se instalando.

São ônibus vindos principalmente do Estado de São Paulo ou de outros locais onde já há transmissão comunitária do vírus. Fugindo também da crise causada pela estagnação econômica, muitos contrariam as recomendações das autoridades da saúde e fazem o deslocamento de volta para a terra natal.

De acordo o último boletim da secretaria municipal de saúde de Guanambi, emitido no dia 07 de maio de 2020, são cerca de 942 pessoas que vieram de locais de risco e estão sendo monitoradas na cidade. 

Segundo uma nota pública publicado pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS), os casos monitorados em Guanambi é “um dado preocupante, tendo em vista que cada dia mais as ruas do município estão lotadas e as pessoas circulam livremente como se estivéssemos em estado de normalidade”. 

O boletim informativo da prefeitura de Guanambi desta quinta-feira (07), também afirma que há 38 pessoas com síndrome gripais e 500 pessoas que já receberam alta do monitoramento. O município já registrou 93 casos suspeitos de covid-19, sendo que 86 casos deram negativo, três aguardam coleta e quatro esperam o resultado do exame.

Até o momento, não há nenhum caso confirmado da covid-19 no município, no entanto, o CMS por meio de nota pública, recomenda revogação do decreto que permitiu abertura de bares e igrejas em Guanambi. Bem como, enfatiza a preocupação no tratamento de pessoa com covid-19, pois, segundo o CMS, a cidade se tiver caso confirmado, não tem suporte para o tratamento para a comunidade.

Ao justificar as últimas medidas, a prefeitura disse que Guanambi é um dos poucos municípios do país com uma faixa de 100 mil habitantes que não possui nenhum caso registrado e que esse “resultado é fruto de sua política séria e responsiva no que se refere as medidas de contingenciamento social, monitoramento, barreiras sanitárias e fortalecimento da sua rede de saúde pública própria”.

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